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Governo do Cazaquistão renuncia após onda de manifestações

População protesta contra o aumento do preço dos combustíveis

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 05/01/2022, às 17h19

Kassym-Jomart Tokayev, presidente do Cazaquistão (2019)
Kassym-Jomart Tokayev, presidente do Cazaquistão (2019) - Getty Images

O Cazaquistão é uma república pertencente à Ásia Central, que anteriormente fazia parte do bloco União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Mas, desde sua independência, funciona como uma democracia.

Porém, na última terça-feira, 4, esse cenário começou a passar por turbulências que podem mudar os rumos do país. Isso porque, a população cazaquistanesa começou a reunir-se em manifestações contra o aumento do preço dos combustíveis em diversas regiões, especialmente na capital oficial e econômica, Almaty, e na cidade de Zhanaozen — área com muito petróleo.

No mesmo dia, o presidente do CazaquistãoKassym-Jomart Tokayev anunciou estado de emergência e encorajou resistência policial às manifestações. Desta forma, a polícia utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo em cima dos protestantes, que tornaram-se mais violentos, que chegaram a incediar prédios públicos como resposta.

Segundo os registros disponíveis, os atos deixaram, ao menos, 100 pessoas feridas. Além do mais, 200 manifestantes foram presos. Segundo a cobertura dos acontecimentos, feita pelos portais da Veja e do G1, a rejeição ao governo e os atos apresentaram um empecilho tão grande que o primeiro-ministro Askar Mamin e o parlamento anunciaram sua renúncia — o que colocou o país em um estado de desgoverno sem os seus principais representantes.

Em nota oficial, o governo afirmou que os funcionários que decidiram renunciar continuarão exercendo seus cargos até que uma nova composição de parlamento e ministério sejam organizadas.