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Joe Biden rejeita decreto da Casa Branca antes mesmo de tomar posse

Como uma das últimas decisões de Trump, a ordem visava facilitar a entrada no país, mas foi revogada pelo futuro presidente

Pamela Malva Publicado em 19/01/2021, às 11h00

Fotografia de Joe Biden, futuro presidente dos EUA
Fotografia de Joe Biden, futuro presidente dos EUA - Wikimedia Commons

Poucas horas antes de assumir o cargo de Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden já se posicionou contra uma das últimas decisões de Donald Trump. Trata-se de um recente decreto da Casa Branca que flexibilizaria medidas de proteção contra a Covid-19.

Em março de 2020, os EUA restringiram a entrada de europeus e proibiram viajantes brasileiros em seu território. Na Segunda-feira, 19, contudo, a Casa Branca afirmou que as limitações seriam revogadas no dia 26 de janeiro, segundo pedido de Donald Trump.

Minutos depois do anúncio, todavia, a porta-voz de Joe Biden, Jen Psaki, afirmou que o decreto não seria levado adiante pelo novo presidente, segundo a BBC. No Twitter, ela afirmou que, com "mais variantes contagiosas surgindo ao redor do mundo, este não é o momento para suspender as restrições às viagens internacionais".

Donald Trump durante evento presidencial / Crédito: Divulgação

 

"Seguindo o conselho de nossa equipe médica, o governo não pretende suspender essas restrições em 26/1”, escreveu. “Na verdade, planejamos fortalecer as medidas de saúde pública em viagens internacionais para mitigar ainda mais a propagação da Covid-19."

Joe Biden deve tomar posse do cargo presidencial nesta quarta-feira, 20, em uma cerimônia sem precedentes. Com cerca de 200 mil bandeiras dos EUA fincadas nos jardins do National Mall — representando o público e as milhares de vítimas fatais do Coronavírus — o novo presidente não será aplaudido por seus apoiadores.

Donald Trump, por sua vez, não irá comparecer ao evento, quebrando uma tradição de 150 anos de transições harmônicas de poder. Ainda mais, 25 mil soldados estarão prontos para impedir movimentos parecidos com a invasão ao Capitólio, já que, segundo o FBI, podem ocorrer protestos em todo o país por parte de grupos de extrema direita.