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Júlio Lancellotti retirada de itens pessoais de sem-tetos: "Tudo covarde"

Em denúncia, o religioso aponta que colchões e cobertores de moradores de rua foram recolhidos por São Paulo

Wallacy Ferrari Publicado em 24/01/2022, às 15h21

Imagens da retirada divulgadas pelo padre
Imagens da retirada divulgadas pelo padre - Divulgação / Redes sociais / Pe. Julio Lancellotti

Coordenador da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, o padre Júlio Lancellotti, manifestou incômodo pela série de ações da zeladoria urbana da Prefeitura de São Paulo, por intermédio da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que teria confiscado pertences pessoais de moradores de rua instalados no Centro da capital paulista.

No dia 11 deste mês, ele já havia denunciado a medida após ser informado de ações realizadas embaixo do viaduto do Minhocão, que dá acesso ao centro da cidade em direção a zona leste: "Para tirar as coisas dos irmãos em situação de rua, a limpeza urbana vem escoltada pela GCM. Tudo covarde", escreveu o padre em publicação nas redes sociais.

O problema persistiu na última quinta-feira, 20, quando o padre publicou que a ação de retirada ocorria também na Praça da Sé, onde fica o Marco Zero do município. Junto da denúncia, um vídeo provando a medida foi publicado pelo padre, mostrando que os itens eram retirados à força e levados para um caminhão da Prefeitura.

Em nota enviada ao portal de notícias G1, a Prefeitura afirmou que não retirou objetos pessoais, mas que a ação visava desobstruir passagens que impedem "a livre circulação de pedestres e veículos, como camas, sofás e outros itens que não caracterizem como de uso pessoal".