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Justiça italiana descobre que brasileiro que seria julgado por crime na ditadura está morto

Átila Rohrsetzer morreu em agosto deste ano, mas, procurador do caso só pôde informar a corte na manhã desta terça-feira, 26

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 26/10/2021, às 09h35

Fotografia de Átila
Fotografia de Átila - Divulgação / UOL

Depois de mais de uma década em tramitação na Justiça italiana, o único brasileiro que estava sendo processado por supostos crimes relacionados a Operação Condor teve uma reviravolta na reta final do caso.

Na manhã desta terça-feira, 26, a corte em Roma iria decidir a condenação de Átila Rohrsetzer por participação no sequestro, tortura, assassinato e ocultação de cadáver do ítalo-argentino Lorenzo Ismael Viñas Gigli, em 1980.

Na época, o homem trabalhava como diretor Divisão Central de Informações do Rio Grande do Sul e poderia ser o primeiro brasileiro condenado por crime da ditadura na operação Condor. Contudo, o procurador do caso informou, pouco antes da audiência que anunciaria a acusação final, que o homem morreu, no Brasil, em agosto deste ano.

A descoberta não apenas chocou a corte, como seu processo será extinto, sem condenação. Uma nova audiência, marcada para a próxima sexta-feira, 29, será realizada apenas para encerrar o caso, contando com o júri popular, como informa o jornalista Jamil Chade em coluna do UOL.

Em abril, o portal Aventuras na História explicou com detalhes as acusações do brasileiro e situação processual, enfatizando a dificuldade de contato com a Justiça brasileira. Você pode conferir a reportagem clicando aqui.