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Luxúria e fama: A infame cafetina dos famosos de Hollywood

Heidi Fleiss era conhecida entre os artistas por manter seus clientes em sigilo, mas seu império — e seus segredos — vieram a ruir depois que foi presa

Caio Tortamano Publicado em 21/05/2020, às 08h00

Heidi Fleiss
Heidi Fleiss - Getty Images

Ser uma estrela de Hollywood proporciona grandes ganhos, mas acaba tirando boa parte da sua privacidade, e muitas pessoas parecem interessadas em saber dos mínimos detalhes de sua vida, especialmente os sexuais.

Quando uma mulher é conhecida por sua extrema discrição e fama entre os famosos, fica fácil entender o porquê de Heidi Fleiss ter se tornado um dos maiores nomes de Hollywood, e não foi por conta de seus filmes.

Fleiss começou aos 22 anos a administrar um império de prostituição sob os cuidados de Madame Alex, com a qual teve uma relação muito intensa — vezes abusiva, vezes amorosa — como se fossem mãe e filha.

A mulher estava determinada a entender mais sobre o ramo de prostituição, e chegou a se prostituir por um curto período de tempo a fim de mergulhar no que seria grande razão da fama dela.

Heidi tinha a política de não revelar sob nenhuma circunstância os clientes que procuravam seus serviços, e isso foi um grande atrativo para que, cada vez mais, ela chamasse a atenção dos galãs dos filmes que tinham uma vida sexual extremamente ativa.

Durante o seu auge, Fleiss (que apesar da discrição com clientes é pouco discreta quanto aos seus feitos) afirmou que na pior noite de seu negócio conseguiu arrecadar o valor de 10 mil dólares. Ela dizia que, em seu primeiro mês como cafetina, arrecadou mais de um milhão.

Depois de ter sido presa em 1994 por sonegar impostos, proxenetismo (exercer profissão de cafetina) e posse de drogas, foi presa e somente liberta em 1996, sendo uma das figuras mais notórias do entretenimento americano. Durante seu julgamento, o ator Charlie Sheen testemunhou dizendo que, sozinho, pagou por volta de 53 mil dólares aos serviços de Heidi.

Três de suas prostitutas, porém, não mantiveram o sigilo que já era marca registrada de Fleiss. A publicação do livro You’ll Never Make Love in this Town Again, escrito pelas funcionárias indiscretas, revelava alguns detalhes picantes acerca da vida sexual de astros hollywoodianos.

Graças ao livro, as pessoas souberam dos “problemas de rapidez” de Warren Beatty, do fetiche de Dennis Hopper em lingeries, do voyeurismo de Sylvester Stallone ou da violência de Jack Nicholson com as prostitutas depois que ele cheirava uma carreira de cocaína. O livro veio como uma bomba, e diversos outros nomes foram revelados.

Esse caso marcou um dos maiores escândalos sexuais de Hollywood, expondo da maneira mais íntima possível nomes que todos conheciam.


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