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Notícias / Mundo

Mãe de homem morto por engano em Gaza alega não sentir raiva de soldados

“Posso optar por ver as coisas de forma positiva”, afirmou Iris Haim, mãe do homem morto por engano por soldados israelenses

Redação Publicado em 17/01/2024, às 16h27

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Iris Haim durante entrevista - Reprodução/Vídeo/YouTube/MirYam Institute
Iris Haim durante entrevista - Reprodução/Vídeo/YouTube/MirYam Institute

Em 7 de outubro de 2023, a enfermeira Iris Haim descobriu que seu filho de 28 anos, Yotam, havia sido raptado no kibbutz Kfat Aza por membros do Hamas. Após meses sem ter notícias do filho, ela descobriu que o jovem foi assassinado por engano por soldados israelenses na Faixa de Gaza, que ela diz ter perdoado. 

Em meio ao ataque ao kibbutz, onde ao menos 50 pessoas foram mortas, Yotam mandou mensagens para seus pais, relatando o tiroteio e o medo que sentia naquele momento. 

"Às 10h44, ele me escreveu dizendo que não conseguia respirar. Eu disse a ele para abrir a janela, mas ele estava com medo de que os terroristas estivessem esperando por ele lá fora", disse Haim, ao lembrar da última conversa com o filho.

Posteriormente, as autoridades de Israel localizaram o telefone de Yotam e confirmaram que ele havia sido levado e estava entre os 250 reféns do grupo extremista. Conforme repercutido pelo jornal O Globo, em poucos dias Iris se tornou um rosto conhecido entre as famílias dos reféns. 

Eu não sentia raiva, isso surpreendia as pessoas. Nem raiva nem lágrimas, eu falava de Yotam com um sorriso", lembrou a enfermeira.

Compaixão

Em um vídeo que viralizou na internet, ela afirma que a vida dos soldados israelenses alocados em Gaza não era menos importante do que a de Yotam, e que por isso, não iria se juntar as famílias que exerciam pressão sobre as autoridades para o resgate dos reféns. 

É importante ressaltar que, até agora, 190 soldados morreram nos confrontos em Gaza, de acordo com informações do Exército israelense. Os bombardeios e operações terrestres na região da Palestina resultaram na morte de aproximadamente 24.300 pessoas, a maioria delas mulheres e crianças, conforme relatado pelo Ministério da Saúde do enclave.

No dia 15 de dezembro, o exército a informou que Yotam e outros dois reféns haviam sido mortos por soldados israelenses. Após se libertarem do Hamas, eles vagaram pela Faixa de Gaza durante cinco dias. Quando se depararam com os soldados de Israel, gritaram em hebraico e esquadrão disparou contra eles, pois acreditavam se tratar de uma armadilha do grupo extremista. 

Mesmo com a morte de seu filho, Iris disse que escolheu "a luz" e que sempre irá lembrar dele como um herói. "Ele tomou as rédeas da sua vida, morreu livre, correndo riscos. Não quero que esqueçamos o Yotam, o seu heroísmo, porque é importante entender o que ele fez", disse a enfermeira. 

Quando sua mensagem de compaixão pelos soldados foi divulgada no país, muitos se chocaram, mas Iris garantiu não sentir raiva:

Entendo a situação difícil em que se encontravam, amo-os e admiro-os. Não me coloco na acusação. Não posso trazer o Yotam de volta, mas posso optar por ver as coisas de forma positiva", explicou a mãe.

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