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Meninos de Belford: Polícia investiga se morte de traficantes foi ‘queima de arquivo’ no caso

Garotos estão desaparecidos desde 27 de dezembro de 2020

Redação Publicado em 11/10/2021, às 11h08

Câmera de segurança que mostra os meninos desaparecidos
Câmera de segurança que mostra os meninos desaparecidos - Divulgação/ Polícia do Rio

Em 27 de dezembro de 2020, Lucas Matheus, de 9 anos; Alexandre Silva, 11; e Fernando Henrique, 12, foram vistos pela última vez em uma feira no bairro de Areia Branca, em Belford Roxo.

Desde então, quase um ano depois, as investigações sobre os desaparecimentos dos meninos ainda parecem longe de terminar, embora o caso tenha ganho alguns capítulos nas últimas semanas.  

Em agosto, os investigadores especulavam sobre a possibilidade dos meninos de Belford Roxo terem sido vítimas de traficantes, algo que os policias confirmaram pouco depois, em setembro. Agora, as autoridades buscam entender se os assassinatos de traficantes do Morro do Castelar foram consequência de uma queima de arquivo sobre o caso.  

De acordo com informações de primeira mão obtidas pela BandNews FM Rio, no último sábado, 9, José Carlos dos Prazeres, conhecido como Piranha, chefe do tráfico na comunidade, foi morto pelo tribunal do crime. Antes deles, outros quatro membros da organização criminosa também foram executados. 

Todas elas teriam sido planejadas para despistar as investigações. A ordem para matar os meninos, segundo a BandNews Rio, teria vindo de um dos chefes do Comando Vermelho (CV) que está preso em Catanduva, no Paraná.  

Já Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, o Abelha, teria sido o responsável por planejar a morte dos meninos. Abelha estava encarcerado no Complexo de Gericinó, mas acabou solto em julho, após um esquema de corrupção na Secretaria de Administração Penitenciária.  

As execuções 

A primeira morte de um membro do tráfico aconteceu em setembro. Braço direito de Piranha, Willer da Silva, conhecido como Stala, foi executado no Complexo da Penha. Na semana passada, outras mortes ocorreram no Morro do Castelar: Tia Paula, FarolGuil.  

De acordo com os investigadores, as mortes dos meninos de Belford Roxo foram motivadas após eles terem roubado um passarinho que pertencia ao parente de um traficante. Ainda não se sabe a localização dos corpos, embora as autoridades acreditem que eles foram levados para um rio.