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Mercenários britânicos são acusados de crimes de guerra no Sri Lanka

Enviados para o país asiático em 1983, os soldados da Inglaterra teriam cometido diversos abusos contra os direitos humanos

Pamela Malva Publicado em 30/11/2020, às 14h30 - Atualizado às 14h42

Campo de Refugiados da ONU no Sri Lanka durante a Guerra Civil
Campo de Refugiados da ONU no Sri Lanka durante a Guerra Civil - Wikimedia Commons

Em meados da década de 1980, o Sri Lanka entrou em uma sangrenta guerra civil que deixou cerca de 100 mil mortos. Hoje, 37 anos mais tarde, mercenários britânicos envolvidos no conflito estão sendo julgados pelos crimes cometidos na época.

Segundo a BBC, a Keenie Meenie Services (KMS), empresa privada de segurança, teria sido responsável pela criação de uma força especial da polícia. Chamado de Força-Tarefa Especial (STF), o novo grupo seria responsável por lutar contra os separatistas Tamil.

O problema é que, durante a guerra, o STF cometeu diversos crimes contra os direitos humanos, desde execuções sem julgamento, até o assassinato de inocentes. Pelos delitos, então, os mercenários envolvidos estão sendo investigados pelo MET, uma organização que apura crimes de guerra e abusos dos direitos humanos.

Segundo David Walker, fundador da KMS, no entanto, sua empresa nunca foi cúmplice dos crimes cometidos no Sri Lanka. "As alegações de que a equipe da KMS Limited foram cúmplices de crimes de guerra no Sri Lanka são categoricamente negadas”, explicou um representante do empresário, através de comunicado.