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Neandertais tinham mães mais velhas e pais mais jovens, afirma estudo

A pesquisa foi feita “comparando as mutações genéticas nos fragmentos de DNA neandertal com os correspondentes fragmentos modernos de DNA humano”

Isabela Barreiros Publicado em 24/04/2020, às 08h00

Reconstrução de um neandertal no museu de Mettmann, na Alemanha
Reconstrução de um neandertal no museu de Mettmann, na Alemanha - Getty Images

Ao realizarem uma análise com o genoma completo de 27.566 islandeses em um banco de dados na Islândia, pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, realizaram uma investigação acerca do impacto da porcentagem de DNA neandertal em nosso sangue. Acredita-se que pelo menos 2% do nosso material genético pertença ao grupo.

Essa troca teria ocorrido principalmente na Eurásia há 50 mil anos atrás, quando os ancestrais dos humanos modernos deixaram a África e se deslocaram a outras regiões, encontrando os neandertais. Esses dois grupos interagiram entre si, cruzando e trocando cargas genéticas.

Os cientistas afirmam que a transferência de DNA por geração é altamente modificada pela idade de cada pai e mãe. Os tipos de mutações transmitidos para seus descendentes dependem muito dessa diferença de idade e, segundo o estudo, foi possível perceber que os neandertais tinham mães mais velhas e pais mais novos.

"Comparando as mutações genéticas nos fragmentos de DNA neandertal com os correspondentes fragmentos modernos de DNA humano, descobrimos que, em média, as crianças neandertais tinham mães mais velhas e pais mais jovens em comparação aos humanos modernos ", explica Laurits Skov, pesquisador da Universidade de Aarhus.

No entanto, a conclusão da pesquisa foi a de que essa composição pouco altera traços físicos ou riscos de doenças genéticas nos humanos modernos. De acordo com Kári Stefánsson, principal autor do estudo, “nós temos que engolir o fato de que o DNA Neandertal não faz tanta diferença quanto os estudos anteriores alegaram”.