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Nos EUA, professora de história admite que se passou por negra durante anos

Todo o trabalho acadêmico de Jessica Krug foi focado em povos oprimidos e colonialismo, o que torna a revelação ainda mais chocante

Ingredi Brunato Publicado em 05/09/2020, às 11h14

Jessica Krug em evento
Jessica Krug em evento - Divulgação/Daily Mail

Nessa quinta-feira, 3, uma professora de estudos africanos da Universidade de George Washington, nos Estados Unidos, fez uma confissão inesperada em seu perfil na plataforma Medium: Jessica Krug admitiu que assumiu diversas identidades negras durante sua vida. 

Segundo a professora, ela já teria se passado por norte-africana, afro-americana e também caribenha, tendo inclusive utilizado o nome falso de “Jessica La Bombalera” durante suas atuações como ativista. As identidades seriam usadas inclusive durante suas relações pessoais. 

“Eu construí minha vida em cima de uma violenta mentira anti negra”, afirmou a professora em seu Medium. Ela ainda descreveu seu comportamento como “a exata epítome da violência, do roubo e da apropriação”, e “antiético, racista e colonial”. 

Seu trabalho acadêmico inclui um livro de 2018, chamado “Modernidades Fugitivas: Kisama e a Política da Liberdade”, que foca em sociedades de diáspora na África. Segundo a universidade em que Jessica Krug dá aula, suas áreas de especialização são justamente África, América Latina, História Afro-americana, Imperialismo e Colonialismo. 

A justificativa oferecida por Krug, que não pretende, contudo, se eximir de culpa, seriam traumas de infância e problemas de saúde mental, embora ela não tenha especificado exatamente qual condição teria gerado o comportamento. “Em um grau crescente na minha vida adulta, eu fui ignorando experiência de vida como uma criança judia branca”, concluiu a professora universitária.