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Número de mutações da variante ômicron pode fazer vacinas não terem mesma proteção, relata OMS

O risco global de surtos de infecção pela nova cepa foi considerado “muito alto” e pode ter “consequências graves” em algumas regiões

Isabela Barreiros Publicado em 29/11/2021, às 12h01

Imagem de laboratório do novo coronavírus
Imagem de laboratório do novo coronavírus - Divulgação/NIAID/NIH

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta segunda-feira, 29, que a variante ômicron de covid-19, identificada primeiramente na África do Sul, pode ter vantagem sobre as vacinas atuais contra a doença por apresentar um grande número de mutações.

A organização alertou sobre a nova cepa ao relatar que risco global de surtos de infecção pela ômicron é “muito alto” e pode ter "consequências graves” em algumas regiões do mundo, como informa o jornal O Globo. 

"Ômicron tem um número sem precedentes de mutações de pico, algumas das quais são preocupantes por seu impacto potencial na trajetória da pandemia", declarou a OMS. "O risco global geral relacionado à nova variante é avaliado como muito alto".

Por isso, a agência da ONU recomendou que seus 194 estados membros acelerem os planos de vacinação de suas populações, em especial dos grupos de alta prioridade. O momento é de antecipação para "garantir que os planos de mitigação estejam em vigor".

"O aumento dos casos, independentemente de uma mudança na gravidade [da doença], pode representar uma demanda esmagadora nos sistemas de saúde e pode levar ao aumento da morbidade e mortalidade. O impacto sobre as populações vulneráveis seria substancial, particularmente em países com baixa cobertura de vacinação", continua.

No documento, a entidade destaca que “são esperados casos e infecções por Covid-19 em pessoas vacinadas, embora em uma proporção pequena e previsível” e que a variante “pode ter uma alta probabilidade de escape imunológico da proteção mediada por anticorpos".

No entanto, ressalta que é difícil prever o potencial de escape da variante e que mais pesquisas devem ser feitas para entender como a cepa pode escapar da proteção proporcionada pelos imunizantes utilizados até então. Nenhuma morte relacionada à ômicron foi registrada até o agora.

"No geral, existem incertezas consideráveis na magnitude do potencial de escape imunológico da Omicron”, escreveu a OMS no relatório.