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Obra de renomada escritora latino-americana discute patriarcado e misoginia

“Mulheres de Minha Alma”, de Isabel Allende, aborda a relação pessoal da autora com o movimento feminista

Victória Gearini | @victoriagearini Publicado em 06/04/2021, às 12h47

Mulheres manifestando contra o machismo
Mulheres manifestando contra o machismo - Divulgação / Pixabay

Lançado no Brasil no final de 2020 pela Ed. Betrand Brasil, o livro “Mulheres de Minha Alma”, da renomada escritora Isabel Allende, trata-se de um manifesto contra a sociedade patriarcal e misógina da atualidade. 

Nascida em 1942, no Peru, Isabel Allende mudou-se para o Chile ainda na infância. Após o golpe militar chileno de 1973, a autora exilou-se na Venezuela. Mais tarde, mudou-se para a Califórnia, onde vive como imigrante até hoje.

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Mulheres de Minha Alma, de Isabel Allende (2020) / Crédito: Divulgação / Ed. Betrand Brasil

Allende consagrou-se na literatura latino-americana após escrever seu primeiro romance em 1982, intitulado de “A casa dos espirítos”. A obra foi traduzida para mais de 40 idiomas e vendeu mais de 70 milhões de exemplares em todo o mundo, sendo adaptada para os cinemas e estrelado pela renomada atriz Meryl Streep no papel principal. 

Com mais de 60 prêmios internacionais, Allende tornou-se a autora de língua espanhola mais lida da atualidade. Em 2018, foi a primeira escritora de língua espanhola a ser contemplada com uma medalha de honra no National Book Award, nos Estados Unidos. 

Em sua mais nova obra de não-ficção, “Mulheres de Minha Alma”, a autora apresenta a sua relação pessoal com o feminismo, ao mesmo tempo em que reivindica uma sociedade mais igualitária, questionando o sistema patriarcal e misógino.

“Pertenço à geração de transição entre nossas mães e nossas filhas e netas, geração que imaginou e impulsionou a revolução mais importante do século 20. Seria possível alegar que a Revolução Russa de 1917 foi a mais notável, mas a do feminismo foi a mais profunda e duradoura, afetou a metade da humanidade, estendeu-se e tocou milhões e milhões de pessoas e é a esperança mais sólida de que a civilização em que vivemos possa ser substituída por outra mais evoluída”, disse Isabel Allende.

Nesta ilustre obra, a escritora conduz o leitor a imergir em suas memórias pessoais mais profundas com relação ao feminismo, resgatando grandes nomes que impactaram sua trajetória, como Virginia Woolf e Margaret Atwood. 

“Esta é a era das avós corajosas, e somos o setor da população que cresce mais rápido. Somos as mulheres que viveram muito, nada têm a perder e, portanto, não se assustam facilmente; podemos falar abertamente porque não desejamos competir, agradar nem ser populares; conhecemos o valor imenso da amizade e da colaboração. Estamos angustiadas com a situação da humanidade e do planeta. Agora é questão de entrarmos em acordo para dar uma tremenda sacudida no mundo”, revelou Isabel Allende.

Com tradução de Ivone Benedetti, a obra encontra-se disponível na Amazon em formato Kindle e capa comum.


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