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Órgão internacional informa que irá monitorar os atos do 7 de setembro

Comissão Interamericana de Direitos Humanos revela "grande preocupação" com o atual cenário brasileiro

Ingredi Brunato, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 04/09/2021, às 09h00

Fotografia do Palácio da Alvorada
Fotografia do Palácio da Alvorada - Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Após o Conselho Nacional dos Direitos Humanos pedir a ajuda da ONU e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para garantir que não ocorra nenhuma violação nas manifestações de 7 de setembro, que devem acontecer em São Paulo e Brasília, o segundo órgão atendeu ao apelo.

Segundo repercutido pelo UOL na última sexta-feira, 3, a Comissão internacional irá acompanhar os atos à distância. Isso porque não foi possível enviar uma missão para o território brasileiro devido às restrições da pandemia e às negociações governamentais necessárias para essa decisão.

O veículo ainda publicou um trecho da carta enviada pelo órgão brasileiro: "Além de ameaçarem que não haverá eleições presidenciais em 2022, ao passo em que se aproxima a data comemorativa da Independência do Brasil, 7 de setembro, setores antidemocráticos amparados pelo presidente da República têm propagado ameaças de um golpe de Estado".

O Conselho Nacional dos Direitos Humanos concluiu também que a ameça à democracia brasileira era "iminente". Ainda mais, conforme o UOL, fontes no governo estadunidense afirmaram que o cenário político do Brasil tem provocado receio de que possa ocorrer uma desestabilização política. 

Apesar da Comissão Interamericana de Direitos Humanos ter se comprometido a monitorar o 7 de setembro à distância, vale destacar que o plano incial do órgão não é fazer alguma intervenção de fato.