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Paleontólogos descobrem evidências de mandíbula fossilizada de dinossauro no Alasca

De acordo com os especialistas, a espécie fazia parte da família Dromaeosauridae e viveu há cerca de 70 milhões de anos

Penélope Coelho Publicado em 10/07/2020, às 07h00

Ilustração que demonstra o possível ambiente do dinossauro encontrado
Ilustração que demonstra o possível ambiente do dinossauro encontrado - Divulgação / Andrey Atuchin

Uma nova pesquisa publicada pela revista científica Science News, revelou a descoberta de um pedaço de 1,4 centímetros de maxilar fossilizado. De acordo com os especialistas, essa parte corpórea pertenceu a um jovem dinossauro que viveu no que hoje é conhecido como o norte do Alasca.

Os especialistas acreditam que o animal fazia parte do grupo chamado de Dromaeosauridae, uma família de predadores de penas pequenas que viveram durante o período cretáceo.

mandíbula fossilizada / Crédito: Divulgação / Alessandro Chiarenza

 

Para os paleontólogos, as origens dessa espécie começou na Ásia e com a atual descoberta, os pesquisadores expandiram seus horizontes sobre a região em que o animal viveu. Para eles, o Alasca pode ter sido uma área de extrema importância para as diferentes direções que os ancestrais desse animal tomaram.

"Este estudo de uma mandíbula predatória de um bebê de dinossauro fornece a primeira prova física de que pelo menos alguns dinossauros não viviam apenas no extremo norte, mas também prosperaram lá", disse o co-autor do estudo Dr. Anthony Fiorillo.

Anteriormente foi considerado improvável que dinossauros conhecidos como lagartos de sangue frio vivessem em um clima muito frio. Entretanto, aparentemente, o norte do Alasca foi um ótimo local para essa espécie, agora os especialistas buscam saber os motivos.