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Pesquisadores encontram mais de 100 mil artefatos durante escavação em Connecticut

Botões, artesanatos, louças e moedas de cobre jogam luz sobre a vida e os costumes dos colonos europeus que chegaram à América na década de 1630

Fabio Previdelli Publicado em 18/11/2020, às 11h29

Pedaço de um vaso encontrado nas escavações
Pedaço de um vaso encontrado nas escavações - Divulgação/ Brad Horrigan/ Hartford Courant/TNS

Durante escavações em Wethersfield, Connecticut, Estados Unidos, pesquisadores encontraram centenas de artefatos que contam histórias que, até então, eram desconhecidas na região. “Isso está mudando a narrativa da história de Connecticut”, disse um historiador ao MSN

Por lá, existe o Museu Webb-Deane-Stevens, que mostra como eram as casas do século 18 e narra a vida durante a Guerra da Independência. No entanto, escavações na região, durante o último verão, alteraram o roteiro do museu sobre a linha do tempo da cidade.

 O jardim colonial revival na Casa Webb-Deane-Stevens / Crédito: Divulgação/ Brad Horrigan/ Hartford Courant/TNS

 

Isso porque, foram encontrados mais de 100.000 artefatos — entre botões, pedaços quebrados de louças, artesanato feito com conchas e até mesmo moedas de cobre escurecidas pela sujeira e corrosão — que remetem a vida na década de 1630, quando os colonizadores ingleses chegaram ao lugar que o povo nativo Wangunk chamava de Pyquag. 

O historiador estadual, Walt Woodward, chamou as descobertas de “surpreendentes”. “A casa de Webb-Deane-Stevens está, é claro, associada ao século 18, com Washington e Rochambeau, a Revolução Americana, naquele período”, diz. Entretanto, “as pessoas não pensaram nela como um espaço conectado à vida 140 ou 150 anos antes”, que é o que os achados sugerem.  

O pedaço de um cachimbo / Crédito: Divulgação/ Brad Horrigan/ Hartford Courant/TNS

 

A propriedade na qual fica o complexo Webb-Deane-Stevens foi habitada por colonos europeus desde 1630, começando com Clement Chaplin. Contudo, os edifícios que estão agora no local datam do século 18, fazendo com que as evidências da era de Chaplin fossem enterradas há séculos. 

Esses artefatos ajudam os historiadores a detalhar a vida e a época dos primeiros colonos ingleses da região, especialmente Chaplin. “Uma coisa é dizer, é assim que pensamos que eles viviam, mas agora podemos falar muito especificamente sobre o que eles estavam fazendo”, diz Ross Harper, que foi diretor de campo e arqueólogo sênior da Webb-Deane-Stevens. 

Moedas de cobre encontradas no local / Crédito: Divulgação/ Brad Horrigan/ Hartford Courant/TNS

 

Entre os achados estavam cerca de uma dúzia de farthings de cobre (A moeda de um centavo britânico), datando da época de Carlos I, que reinou de 1625 a 1649; pequenos colares feito de conchas ou búzios, que eram usados como moeda no comércio com as tribos nativas Wangunk e Pequot. 

Havia também um botão do início do século 17, um cachimbo de tabaco, contas de vidro, um pedaço de cerâmica feito em Portugal e um pedaço de pires feito na Itália.