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Policial é picada por jararaca e morre após ficar 5 dias hospitalizada

Fatalidade ocorrida no Mato Grosso, uma mulher não resistiu e caso assusta moradores da região, saiba mais

Alan de Oliveira | @baco.deoli Publicado em 28/04/2022, às 11h32

Cobra jararaca e vítima de picada, a policial Luciene
Cobra jararaca e vítima de picada, a policial Luciene - Reprodução/ UOL

Em um sítio na zona rural de Campo Verde, no estado de Mato Grosso, a policial Luciene Pedroza Moreira Santos, 44 anos, morreu após ser picada por cobra jararaca (Bothrops jararaca), no dia 20 e morreu na segunda-feira, 25.

Houve situações que atrapalharam o seu processo de recuperação. De início, o hospital para onde foi levada após a picada, não tinha o soro antiofídico usado para combater veneno de serpentes.

No decorrer da transferência hospitalar,o veículo demorou quase o dobro do tempo estimado para deixá-la no local, piorando situação de seus os rins.

Segundo o marido Luiz Conceição Santos, ninguém na casa havia notado a presença do animal venenoso.

 Ela então tomou o remédio que o médico do plantão receitou e a levaram para Rondonópolis. Com esse lapso de tempo, até tomar o soro, a situação dela se complicou. Vindo a parar os rins e formar coágulos no cérebro", disse.

Luiz ainda alegou ao sindicato que sua esposa entrou no hospital consciente e falando, porém, após o primeiro dia no hospital o quadro de saúde piorou. Em seguida, ela teve que passar por uma cirurgia devido ao acúmulo de sangue no cérebro, mas acabou não resistindo.

Probabilidades de veneno e pouco soro

Em declarações dadas ao portal “UOL”, o Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado (Sindspen-MT), disse que o Estado do Mato Grosso tem dificuldades na aquisição da quantidade soro necessária para tranquilizar e ajudar toda população do estado, dado o grande volume de animais que carregam venenos iguais a jararaca, letais ao ser humano se não for tratado rapidamente.

"Tanto nós, servidores penitenciários, quanto os sitiantes e moradores de áreas rurais aqui do estado clamam por um laboratório do Butantã. A própria Luciene trabalhava em uma unidade agrícola, um centro de ressocialização, que fica distante de Cuiabá. E lá também não há esse tipo de soro para uma emergência, então quem trabalha nas zonas rurais está exposto", disse a comunicação da instituição.

O veneno da jararaca pode provocar hemorragias, lesões no local da picada, e em casos mais graves, mortes e amputações de membros afetados.