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Por ordem do Talibã, mulheres que trabalham no Afeganistão devem permanecer em casa

Em nota, um porta-voz do grupo extremista afirmou que a medida é “temporária”

Redação Publicado em 24/08/2021, às 14h14

Mulheres no Afeganistão
Mulheres no Afeganistão - Getty Images

De acordo com informações publicadas nesta terça-feira, 24, pela BBC, o porta-voz do grupo terrorista Talibã deu um novo recado sobre a situação das mulheres do Afeganistão.

Sabe-se que depois de 20 anos, os extremistas dominaram novamente a capital do país, Cabul, gerando conflitos na região.

Diversos afegãos tentaram fugir do local, muitos perderam a vida na tentativa desesperada de deixar o país em meio ao caos.

Milhares de pessoas ainda estão no aeroporto da capital, esperando a aceitação para serem abrigadas em outras nações. A situação das mulheres em especial, vem preocupando a comunidade internacional.

Segundo revelado na publicação, o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, informou a ordem para que as mulheres trabalhadoras do país permaneçam em casa até que medidas de segurança adequadas sejam implantadas, ou seja, elas não devem se dirigir até seus respectivos trabalhos.

O caso foi reportado para a ONU, que prometeu criar um órgão somente para investigar a violação de direitos das mulheres no país. Em resposta, Mujahid afirmou que o procedimento será “temporário”.

Desde que voltou ao poder, o Talibã assumiu uma postura mais contida perante a mídia, alegando zelar pelas mulheres e crianças do país. Contudo, o discurso não é confiável, como revelou a BBC, visto os recentes relatos de abusos cometidos pelo grupo, o que inclui execuções de mulheres e também restrições de seus direitos.


Caos no Afeganistão

O caos ocorrido no Afeganistão tem como consequência a retirada das tropas norte-americanas do país, através de um 'acordo de paz' iniciado por Donald Trump em 2020. Após o ato concretizado por Joe Biden, atual presidente dos EUA, o Talibã começou a avançar no país. 

O ato que representou de fato a tomada de poder se deu no último domingo, 15, quando os representantes do grupo extremista tomaram o palácio presidencial, localizado em Cabul. Isso ocorreu após o presidente do país, Ashraf Ghani, deixou o país em decorrência dos últimos acontecimentos. 

Joe Biden informou que não se arrepende de ter retirado as tropas do local. "Eu mantenho com firmeza minha posição", disse o presidente durante pronunciamento exibido pela Casa Branca na última segunda-feira, 16. "Os EUA não podem participar e morrer em uma guerra em que nem o próprio Afeganistão está disposto a lutar", explica Biden