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Prefeito dos EUA pede para que a população fique em casa enquanto passa férias em resort no México

Em meio ao aumento de casos de infecção pelo novo coronavírus nos país, Steve Adler está sendo acusado de hipocrisia por seus eleitores

Penélope Coelho Publicado em 03/12/2020, às 09h46

Fotografia do prefeito Steve Adler
Fotografia do prefeito Steve Adler - Wikimedia Commons

De acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira, 1, pela BBC, o prefeito da cidade de Austin, no Texas, Estados Unidos, está sendo acusado de hipocrisia após ter pedido para que a população ficasse em casa, enquanto o próprio viajava para um resort no México.

Segundo a publicação, na ocasião, Steve Adler teria gravado um vídeo dentro do resort sugerindo para que os moradores de Austin permanecessem em suas casas. "Esta não é a hora para relaxar", disse o político. Atualmente, o estado do Texas conta com 1.293.212 casos de infecção pelo novo coronavírus, com 22.422 mil mortes registradas.

O democrata Adler, por sua vez, nega que tenha descumprido seus próprios regulamentos. Porém, sabe-se que durante o mês de novembro, o homem participou do casamento de sua filha em uma celebração para cerca de 20 convidados, na ocasião, o homem afirmou em entrevista para o jornal local que máscaras foram distribuídas para os convidados, mas, que “provavelmente não” foram usadas durante todo o período da cerimônia.

Sobre a covid-19 

Em 1º de dezembro de 2019, há um ano, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou mais de 64 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 1.492.989 milhão de mortes, sendo mais de 174 mil delas apenas no Brasil, que está no segundo lugar entre os países onde mais pessoas morrerem por complicações da Covid-19. O primeiro deles é os EUA, com mais de 273 mil.

Atualmente, o Brasil enfrenta a segunda onda de contaminações pelo vírus, o que levou o prefeito de São Paulo, João Dória, a afirmar no último dia de novembro que certas regiões do estado precisariam voltar à fase amarela.