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Quadro de 1895 pode identificar navio misterioso que encalhou em Santos

Segundo divulgou o G1, a obra foi analisada pelo jornalista e memorialista Sergio Willians, que acredita ter solucionado o mistério

Vanessa Centamori Publicado em 10/08/2020, às 15h48

Área do navio misterioso, em Santos
Área do navio misterioso, em Santos - Divulgação/Documentário Veleiro Kestrel/Youtube

Segundo divulgado pelo portal G1, o jornalista e memorialista Sergio Willians acredita ter identificado a misteriosa embarcação que encalhou na praia de Embaré, em Santos, no litoral paulista. A resposta para o mistério, segundo Willians, se encontra em um quadro do famoso pintor Benedito Calixto, de 1895. 

Um equívoco no cadastro da obra foi identificado pelo jornalista. De modo errôneo, a pintura estava sob o título de O Encalhe do Veleiro Caldbeck em Praia Grande. "O quadro não retrata Praia Grande, não é a geografia da cidade. Pesquisando sobre o Caldbeck encontrei outro quadro de Calixto, esse sim retratando de fato o navio mencionado no cadastro", explicou Willians, ao portal de notícias. 

Segundo ele, esse outro quadro é o qual realmente retrata Praia Grande, pois é possível ver a Ponta de Itaipú à esquerda. E a pintura classificada de modo equivocado é na verdade Santos, pois dá para ver que Calixto traçou a Ponta de Itaipú à direita e adentro do mar— uma visão que só se tem na Baía de Santos. 

Quadro de Benedicto Calixto que pode ter a resposta do mistério / Crédito: Divulgação 

 

 Com isso, o jornalista identificou que o navio misterioso é a embarcação inglesa Kestrel, que sofreu um acidente em Santos em 1895, nas praias do Boqueirão (atual faixa da praia de Embaré). Ele descarta a hipótese de que os destroços sejam do navio Nanny, pois esse último é bem maior e encalhou próximo à boca dos dois rios, localizada atualmente no canal 3 da cidade. 

"Pelas evidências de tamanho e posição, acredito que seja o Kestrel. Outra evidência está no ano em que Calixto pintou o quadro, que coincide com o acidente do navio inglês. Não podemos afirmar, porque não temos bases documentais plenas, mas é uma forte hipótese", argumentou Willians.