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Sem acordo, Rússia e Ucrânia terão novas negociações

Após cinco horas de discussão, os países não chegaram a uma solução e devem se encontrar novamente

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 28/02/2022, às 19h30

Apoiadores da Ucrânia protestam em frente à Casa Branca (2022)
Apoiadores da Ucrânia protestam em frente à Casa Branca (2022) - Getty Images

Após a morte de diversos civis ucranianos e militares de ambas as nações, delegações da Rússia e da Ucrânia sentaram-se para discutir uma solução, nesta segunda-feira, 28. No entanto, mesmo com cinco horas de conversa, os lados não chegaram a um acordo e irão se encontrar mais uma vez nos próximos dias.

A reunião, que aconteceu em uma das casas do presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, perto da fronteira da Ucrânia, foi frequentada por Vladimir Medinski, conselheiro do Kremlin e líder da missão diplomática, e, do lado ucraniano, Oleksii Reznikov, o ministro da Defesa do país do leste europeu.

De acordo com a cobertura do portal de notícias UOL, ambos os lados estavam procurando por meios de atingir um cessar-fogo, finalizando o combate direto e bombardeios dentro do território da Ucrânia. Porém, as discussões, infelizmente, não conseguiram atingir um ponto de concordância e terminaram ainda em aberto.

Afirmando que “o lado russo ainda tem uma visão muito tendenciosa dos processos destrutivos que lançou", o assessor do presidente da Ucrânia, Mikhaylo Podolyak, explicou que o final da ação militar era e ainda é o objetivo principal.

As delegações ucranianas e russas realizaram a primeira rodada de negociações. Seu objetivo principal era discutir o cessar-fogo e o fim das ações de combate no território da Ucrânia", afirmou.

Agora, diante do resultado do primeiro encontro, representantes de ambos os países devem se encontrar novamente. Nesse sentido, Vaticano e Israel, como territórios neutros, já se mostraram disponíveis para receber as novas reuniões.