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"Sempre houve tortura e censura": Secretária Especial da Cultura fala sobre a ditadura militar

Em entrevista, Regina Duarte também mencionou mortes durante os regimes de Stalin e Hitler: "Se a gente for ficar arrastando essas mortes..."

Paola Churchill Publicado em 08/05/2020, às 11h08

Policiais agredindo um civil
Policiais agredindo um civil - Wikimedia Commons

Durante entrevista concedida ontem, 7, ao canal CNN, Regina Duarte, atual Secretária Especial da Cultura, minimizou as mortes e torturas que ocorreram durante a ditadura militar no país.

“Se ficar cobrando coisas que aconteceram nos anos 60, 70, 80, a gente não vai para a frente”, afirmou enquanto cantava a insólita Para frente, Brasil, notória durante a copa de 1970. "Não era bom quando a gente cantava isso?", afirmou Duarte.

"Desculpa, vou falar uma coisa assim: a humanidade não para de morrer. Se você falar vida, do lado tem morte. Por que as pessoas ficam 'ó, ó?", relatou Regina. "Bom, mas sempre houve tortura. Stalin. Quantas mortes. Hitler. Quantas mortes! Se a gente for ficar arrastando essas mortes". 

Ainda durante a conversa, Duarte negou os boatos que teria deixado o governo após atritos com o presidente Jair Messias Bolsonaro. A ex-atriz ainda afirmou que recebe conselhos do político que recomendou que ela não usasse as redes sociais para não ler as críticas.

Regina Duarte durante entrevista à CNN/Crédito: Divulgação/CNN Brasil 

 

"Eu evito me contaminar com as redes sociais. O presidente me avisou. Ele disse: 'Tem certeza que você quer aceitar isso que eu estou te propondo? O jogo é muito pesado, você vai virar vidraça, vai levar muita pedrada'. Mas eu tenho minha consciência limpa. Se eu ficar longe, essas pedradas não vão me atingir. Eu tenho uma história, estou tranquila” disse.