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Senador do Rio que defendia 'isolamento seletivo' morre por complicações da covid-19

Arolde de Oliveira, de 83 anos, faleceu nessa quarta-feira. Anteriormente, ele defendeu o uso da cloroquina, e disse que Bolsonaro estava certo por querer impedir quarentena

Ingredi Brunato Publicado em 22/10/2020, às 17h03

Fotografia de Arolde de Oliveira após assumir cargo de senador, nas últimas eleições
Fotografia de Arolde de Oliveira após assumir cargo de senador, nas últimas eleições - Wikimedia Commons

O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), de 83 anos, morreu na última quarta-feira, 21, após sofrer falência múltipla dos órgãos como consequência da infecção por covid-19. O político, que foi a primeira vítima fatal do vírus no Congresso brasileiro, costumava refutar às recomendações da OMS em meio à pandemia

O congressista, além de crítico do distanciamento social, era defensor do uso da hidroxicloroquina, um medicamento cuja efetividade contra os efeitos nocivos do novo coronavírus não foi comprovada pela ciência.

 “Os números do vírus chinês no mundo e no Brasil demonstram a inutilidade do isolamento social. Alarmistas por conveniência destruíram o setor produtivo e criaram milhões de desempregos. O presidente Jair Bolsonaro, isolado pelo STF, estava certo desde o início.”, escreveu Arolde na sua conta do Twitter em abril desse ano. 

O político gaúcho havia tido nove mandatos consecutivos como deputado no Rio de Janeiro, e apenas nas últimas eleições passou para o cargo de senador. Seus posicionamentos durante a campanha incluíram a flexibilização do Estatuto do Desarmamento, a defesa do movimento “Escola sem Partido” e a redução da maioridade penal. Arolde também se manifestou como contrário à legalização do aborto e de drogas.