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Sepulturas de paraquedistas alemães da Segunda Guerra são encontradas na Polônia

A covas dos combatentes impressionam pela quantidade de itens relacionados às batalhas — e revelam confrontos em base aérea secreta

Wallacy Ferrari Publicado em 14/07/2020, às 10h01

Alguns dos itens relacionados ao paraquedismo alemão na Segunda Guerra / Crédiito: Divulgação/Facebook/POMOST
Alguns dos itens relacionados ao paraquedismo alemão na Segunda Guerra / Crédiito: Divulgação/Facebook/POMOST - Divulgação/Facebook/POMOST

Uma vala comum foi descoberta contendo cadáveres de 18 paraquedistas alemães, mortos durante os últimos meses da Segunda Guerra Mundial, em um campo na aldeia de Kożlice, no sudoeste da Polônia. Os corpos, sem identificação em suas covas, acompanham dezenas de itens relacionados as batalhas da guerra e foram descobertos pela equipe do Laboratório de Pesquisa Histórica e Arqueológica POMOST.

Além dos restos mortais, diversos artefatos nazistas foram identificados, como asmas, placas de identificação, ferramentas e impressionantes medalhas, como a Cruz Espanhola, concedida a tropas alemãs que serviram na Guerra Civil Espanhola após o apoio de Hitler ao ditador Franco. Além do título, dezenas de brasões da Luftwaffe foram identificados.

Achados relacionados ao paraquedismo alemão na Segunda Guerra / Crédito: Divulgação/Facebook/POMOST

 

A área é uma região histórica durante os combates da Segunda Guerra; na época tomada pela Alemanha nazista, o espaço tinha uma base da Luftwaffe, o ramo aéreo nazista. Acredita-se que os homens enterrados morreram durante um ataque do aeródromo pela 1ª Frente Ucraniana de Stalin, após o local ser descoberto como um local secreto de treinamento, criado no final da década de 1930.

Em comunicado publicado em redes sociais, o presidente da POMOST, Tomasz Czabanski, solicitou ajuda da população local para localizar ainda mais itens relacionados na região e jogar luz na história: “Felizmente, os habitantes são amigáveis ​​com o nosso trabalho. Também muitas vezes acontece que eles vêm e olham escavações, contam suas histórias e é assim que aprendemos sobre outras sepulturas não identificadas”.