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Notícias / Escravidão

Trabalhadores são resgatados em condições análogas às de escravidão em SP

Os 17 funcionários em condição análoga à de escravidão trabalhavam em restaurantes de sushi na cidade de São Paulo

Éric Moreira Publicado em 01/09/2022, às 11h32

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Imagem meramente ilustrativa - Foto de PublicDomainPictures pelo Pixabay
Imagem meramente ilustrativa - Foto de PublicDomainPictures pelo Pixabay

Uma ação de um grupo especial de fiscalização móvel resgatou 17 pessoas em situação análoga à de escravidão na cidade de São Paulo. As vítimas trabalhavam em restaurantes de comida japonesa do município, e eram, em sua maioria, oriundas da Paraíba e do Piauí.

A ação de investigação e resgate, chamada de 'Operação Sushi Paulistano', contou com a participação de auditores fiscais Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, da procuradora do Ministério Público do Trabalho, Alline Pedrosa Oishi, e por agentes da Polícia Federal, como informado em coluna de Leonardo Sakamoto e Daniel Camargos à UOL.

Durante a fiscalização, foi evidenciado que, nas duas casas em que os trabalhadores se abrigavam, as condições de vida eram degradantes: dormiam em colchões imundos e usavam pedaços de espuma sujos como travesseiro, além de muito mofo nas paredes e presença de fogão e botijão de gás ao lado das camas.

No único banheiro de uma das locações, ainda, o chuveiro elétrico não funcionava, e por isso "um dos trabalhadores confessou que não tomava banho há cinco dias, o que, além de atingir sua dignidade, era incompatível com a higiene exigida pela vigilância sanitária em restaurantes", segundo nota da investigação.

A fiscalização constatou que as empresas Sushi Tucuruvi Delivery, a Hajime Sushi Bar Tucuruvi e a Sushi Vila Gustavo, da cidade de São Paulo, compunham um grupo que compartilhava a mão de obra dos trabalhadores. Logo, então, Anderson Oliveira, gerente de um dos restaurantes, alegou que a empresa já resolveu os problemas, além de ter pagado as multas e os direitos trabalhistas.

Exploração de trabalho

Nos locais, foram flagrados também funcionários sem registro, apropriação de gorjetas por parte dos contratantes, e um dos trabalhadores foi, até mesmo, levado a cumprir cerca de 60 horas de serviço semanais. Logo, a fiscalização autuou o empregador a pagar todos os direitos trabalhistas aos resgatados, o que foi feito na última segunda-feira, 29.

Parte dos trabalhadores voltou para seus estados de origem, com o valor recebido, e serão beneficiados com o seguro-desemprego pelos próximos três meses. Outros, no entanto, decidiram permanecer trabalhando nos restaurantes, depois de o empregador prometer melhores condições de moradia e trabalho — o que será fiscalizado pelos próximos quatro meses pela investigação.


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