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Carro destruído por balas e automutilação: 5 fatos bizarros sobre Bonnie e Clyde

O casal criminoso mais famoso da história é lembrado até hoje pela imponência e crueldade, mas algumas informações sobre eles podem surpreender

André Nogueira Publicado em 15/04/2020, às 11h25

Bonnie Parker e Clyde Barrow
Bonnie Parker e Clyde Barrow - Wikimedia Commons

Bonnie e Clyde foi o casal de bandidos mais famoso da História, que agiu pelos EUA nos anos 1930, durante a Grande Depressão. Acompanhados de uma gangue de criminosos, eles foram responsáveis por assaltos e mortes em diversos lugares da região central do país.

Responsáveis uma dezena de mortes, os bandoleiros foram executados em uma emboscada da polícia em 1934, dentro de um carro, no meio da estrada.

Conheça algumas curiosidades bizarras sobre a dupla.

1. Bonnie já era casada com outro bandido

Bonnie em 1933 / Crédito: Wikimedia Commons

 

A texana Bonnie Perker, antes de conhecer Clyde, era casada com Roy Thornton, que conheceu na escola quando tinha 16 anos. O matrimônio, iniciado em 1926, rapidamente foi encerrado, pois Roy era absurdamente infiel.

Porém, oficialmente, o divórcio nunca ocorreu e ela nunca deixou de usar a aliança. Ela até fez uma tatuagem com corações em referência ao relacionamento.

No ano anterior à morte de Bonnie, Roy foi preso. Após o tiroteio que matou a criminosa, o seu antigo marido afirmou que ela teve sorte, pois isso era muito melhor do que ser preso como ele.

2. Cortando os próprios dedos

Clyde Barrow foi preso no Texas, numa penitenciária cruel que usava trabalho pesado como forma de punição, e onde o bandido era violentado sexualmente por outro detento. Diante da situação, o criminoso decidiu tentar ser transferido para outra instalação, cortando dois dedos dos pés com um machado.

Porém, tudo aquilo foi em vão: uma semana depois, ele fora libertado por uma ação judicial de sua mãe. Fora da prisão, o criminoso já era um homem frio, se tornando outra pessoa.

A Bonnie se sugeriu que deixasse as relações com o amante, mas isso não aconteceu. Já com uma personalidade mais dura e cruel, ela presenciou momentos em que Clyde matou a sangue frio um policial ou cometeu latrocínios desnecessários.

3. Um caçador de lembranças tentou remover a orelha de Clyde

Bonnie aponta a carabina para Clyde / Crédito: Wikimedia Commons

 

Logo depois da morte do casal durante um tiroteio na Louisiana, moradores locais saíram em busca de relíquias da dupla criminosa. Colchas, pedaços do carro, vidros das janelas, peças de roupas... Várias partes da cena do óbito se perderam na mão de colecionadores. Mais um dos curiosos foi além em busca de um souvenir. 

Uma dessas pessoas tentou levar a orelha esquerda de Clyde, aproximando-se para arrancá-la com um canivete, quando a polícia chegou e o afastou. Naquele dia, seu pai foi chamado para reconhecer o corpo e dar seguimento aos procedimentos funerários, no entanto, o cadáver nada se parecia com o filho. 

4. Carros detonado por balas

V8 todo perfurado / Crédito: Divulgação/Twitter

 

Em 1934, o carro em que Bonnie e Clyderealizavam seus assaltos foi atacado por policiais, com um enxoval de balas. No assassinato dos dois bandidos, o Ford V8 que hoje se encontra em Las Vejas (Wiskey Pete’s Cassino) foi destruído pelos disparos ocorridos numa estrada da Louisiana. Ambos os bandoleiros morreram no local. O veículo foi plenamente perfurado e, depois, saqueado por colecionadores que se intrigavam com a história do casal.

5. Fotos encenadas

Ford do casal após emboscada / Crédito: Wikimedia Commons

 

Bonnie e Clyde, ao lado dos capangas da Barrow Gang, ficaram famosos por suas fotografias imponentes, em que Bonnie costumava aparecer fumando um charuto e bramindo armas. A moça adorava posar para essas fotografias de autopromoção, que levaram o casal ao estrelato em estados como Novo México, Oklahoma e Missouri.

Porém, é famoso que Bonnie fumava apenas cigarros, não charutos, e também que ela era a condutora dos automóveis nos assaltos, enquanto Clyde se encarregava dos armamentos. No entanto, as fotografias que tornaram o casal famoso foram todas encenadas para darem a ideia de imponência e por diversão dos integrantes. Por conta delas, os banidos foram fortemente romantizados nos anos 1930, quase que como se fossem personagens de cinema.


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