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Como Jackie encarava as traições de JFK?

Livro de Bill O'Reilly e Martin Dugard conta como Jacqueline Bouvier Kennedy lidava com a relações extraconjugais do marido: "Todos os Kennedy são assim"

Fabio Previdelli | @fabioprevidelli_ Publicado em 03/10/2021, às 11h00 - Atualizado em 04/10/2021, às 09h00

John e Jacqueline Kennedy com sua esposa e seus filhos, John Jr. e Caroline
John e Jacqueline Kennedy com sua esposa e seus filhos, John Jr. e Caroline - Domínio Público via Wikimedia Commons

John Fitzgerald Kennedy foi um dos presidentes americanos mais populares da história dos Estados Unidos. Com sua retórica imponente e seu tom objetivo, JFK conseguia cativar a todos enquanto discursava.  

Atlético, sedutor e tido como um herói corajoso da Segunda Guerra Mundial, John se tornou o chefe de Estado mais novo de seu país, além de muitos enxergarem nele uma esperança para quebrar a velha política americana, se calcando em pautas para ajudar os menos favorecidos, as classes minoritárias e todos aqueles que lutavam por uma nação mais igualitária.  

Apesar de todos esses pontos, é inevitável afirmar que a figura de Kennedy só se tornou tão popular por causa de sua esposa: Jacqueline Bouvier Kennedy.

Vista como uma das maiores referências de elegância do mundo em sua época, Jackie ia além de apenas um rostinho bonito e uma mulher “bela, recatada e do lar”. 

Jacqueline Kennedy, ex-primeira dama dos Estados Unidos/ Crédito: Domínio Público, via Wikimedia Commons

 

Muito pelo contrário, Jacqueline usou a influência que tinha para perpetuar a imagem do marido após seu assassinato, além disso, teve papel importando com seu apoio incondicional a JFK durante os dois momentos mais turbulentos de sua breve gestão: a Invasão à Baía dos Porcos (1961) e a Crise dos Mísseis em Cuba (1962). 

Entretanto, como revelam os autores Bill O’Reilly e Martin Dugard em 'Os Últimos Dias de John F. Kennedy', publicado pela L&PM Editores, a relação entre os dois sofreu algumas crises devido a um comportamento controverso de JFK: seu insaciável apetite sexual.  

“Como Kennedy uma vez explicou a um amigo, ele precisa fazer sexo uma vez ao dia, ou fica com uma terrível dor de cabeça”, dizem os autores. Porém, se engana quem pensa que as relações se limitavam apenas à primeira-dama. 

“Ele e Jackie dormem em quartos diferentes, interligados por um closet compartilhado(...) Mesmo tendo um casamento feliz, Kennedy não leva uma vida monogâmica”, explicam.  

As amantes de JFK 

Segundo apontam O’Reilly e Dugard, o presidente não tinha muitas restrições para se relacionar, se envolvendo com atrizes, assistentes, prostitutas e até mesmo com mulheres envolvidas com a máfia, o que tornava o trabalho de seus agentes de segurança ainda mais difícil, já que eles tinham que ficar de olho em todas as donzelas que entravam e saiam a rodo da Casa Branca.  

“Chegamos a um ponto que aquilo já não era mais novidade”, comentou um agente do Serviço Secreto — a fala é relatada no livro. “Havia mulheres por toda a parte. Muitas vezes, dependendo do turno, você as via subindo [para o quarto presidencial], ou descendo pela manhã enquanto as faxineiras passavam o aspirador e outros funcionários estavam pela casa. Várias se tornaram visitantes regulares”. 

Entre os casos mais famosos, citados na obra, estão o envolvimento com a estagiária da Casa Branca Marion Fay Alford, que tinha 19 anos na época; e a com a estrela hollywoodiana Marilyn Monroe — que, inclusive, segundo os autores, foi um dos casos mais quentes que Kennedy teve.

Vale ressaltar aqui que a veracidade da relação com Monroe divide opiniões, já que muitos acreditam que tudo não passou de uma teoria infundada. 

Marilyn Monroe para a divulgação do filme Some Like It Hot, de 1959 / Crédito: Getty Images

 

De acordo com Bill e Martin, a primeira-dama costumava viajar todas as quintas-feiras para a casa do casal em Glen Ora, na Virgínia, onde passava o fim de semana andando a cavalo. “Ela só volta na segunda-feira. O presidente fica sozinho na Casa Branca em sua ausência, e a lista de amantes cresce dia após dia”. 

“Quando JFK passa mais de alguns dias sem nenhuma relação extraconjugal, Kennedy se torna outro homem — tanto que o Serviço Secreto chega a suspirar aliviado sempre que Jackie leva as crianças para passar o final de semana fora”. 

Anos depois, dizem os autores, um agente veterano chegou a admitir que “quando ela [Jacqueline] estava em casa, as coisas não eram divertidas”. 

Mas Jackie sabia das traições? 

De acordo com os autores, Jackie não só sabia dos casos extraconjugais do presidente como preferia deixar tudo de lado para manter as aparências e o prestigio de ser a primeira-dama, apesar dela se magoar muito com a situação.

Outro ponto para 'aceitar' as puladas de cerca é pelo fato de que Jacqueline amava Kennedy e acreditava que o sentimento era recíproco, como ele demonstrou inúmeras vezes.  

John e Jacqueline Kennedy junto a Árvore de Natal da Casa Branca de 1962/ Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons

 

“A primeira-dama é fascinada pela aristocracia europeia e sabe que é comum, e talvez até natural, que homens poderosos na Europa tenham casos amorosos”, explicam O’Reilly Dugard. “Seu querido pai John 'BlackJack' Bouvier, também cometia várias escapadas. E seu sogro, Joseph Kennedy, é famoso pelos seus galanteios”. 

“A primeira-dama não tem nenhum motivo para acreditar que o presidente dos Estados Unidos, o homem mais poderoso do mundo, se comportará de outra forma. Além disso, é uma tradição da família”, completam. 

Em certa ocasião, retratada na obra, Jackie comentou com Joan, a esposa do irmão mais novo de John, Teddy, que “todos os Kennedy são assim”. De acordo com a primeira-dama, Joan não deveria se incomodar com as traições. “Não pode levar para o lado pessoal”.


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