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Conheça os filhos de Dom Pedro I com a Marquesa de Santos

O polêmico relacionamento do imperador com Domitila resultou em filhos bastardos, que tiveram destinos diferentes. Confira!

Giovanna de Matteo Publicado em 05/09/2020, às 09h00

Dom Pedro I e sua amante, a Marquesa de Santos
Dom Pedro I e sua amante, a Marquesa de Santos - Creative Commons

Como já é de conhecimento popular as histórias a respeito das aventuras extraconjugais de Dom Pedro I, bem como sua fama de mulherengo, hoje o Aventuras na História separou aos leitores um pouco das trajetórias das vidas dos filhos do Imperador com a mais famosa de suas amantes, Domitila de Castro, também conhecida como Marquesa de Santos.

Confira a baixo as historietas dos filhos desse casal:

1. Isabel Maria de Alcântara Brasileira, duquesa de Goiás

Registro de Isabel Maria, Duquesa de Goiás / Wikimedia Commons

 

Nascida em 23 de maio de 1824, Rio de Janeiro, ela foi a primeira e única duquesa de Goiás, considerada no Primeiro Reinado do Império do Brasil uma espécie de protetora da província. Como filha bastarda, teve sua verdadeira origem escondida por anos, e só descobriu informações sobre sua mãe anos depois, já na idade adulta, mas nunca teve contato com a mesma.

A história sobre o nascimento da menina foi alterada. Era indicado que ela teria sido abandonada em frente a casa do coronel João de Castro — que na verdade, era seu avô materno, que cuidou dela até 1826, quando Dom Pedro I decidiu assumir a paternidade, concedendo o título de duquesa de Goiás, e ainda, o direito de ser tratada por "Sua Alteza, a duquesa de Góias", como uma princesa brasileira.

Porém, com o falecimento de Leopoldina, Pedro I se casou com Amélia Augusta. Em seguida, enviou a garota para a França, onde estudou em um internado até os 15 anos.

Quando Dom Pedro I abdicou do trono no Brasil, ele e sua esposa passaram a conviver  com Isabel na Europa. Acabou sendo aceita pela Imperatriz, que a adotou como filha após a morte de seu pai.

Ela terminou os estudos em Munique, na Alemanha, e aos 19 anos se casou com o conde Ernesto José João Fischler de Treuberg, com quem teve quatro filhos. Também continuou a viver na Alemanha até o fim de sua vida, falecendo em 3 de novembro de 1898, aos 74 anos.

2. Pedro de Alcântara Brasileiro e Maria Isabel Alcântara Brasileira, duquesa do Ceará

Esses dois filhos não tiveram a sorte de uma vida longa. Pedro de Alcântara nasceu em 1825, falecendo no ano seguinte, antes de completar um ano de idade, e nos dias atuais, faltam registros sobre sua vida.

Já Maria Isabel nasceu em 1827, e embora tenha recebido o título de duquesa do Ceará, faleceu com poucos meses de idade. Além deles, existe um registro de que Domitila teria parido um menino natimorto, que teria sido sua primeira gestação com Dom Pedro I.

3. Maria Isabel II Alcântara Brasileira, condessa de Iguaçu

Registro de Maria Isabel, Condessa de Iguaçu / Wikimedia Commons

 

A quinta filha de Dom Pedro I com a Marquesa de Santos, a jovem Condessa de Iguaçu nasceu após da morte de sua irmã e inclusive, recebeu o mesmo nome, como forma de homenagem à filha falecida.

Maria Isabel viveu em meio a nobreza e criada da mesma forma que seus irmãos. Entretanto, por ser fruto de uma relação adúltera, nunca recebeu títulos ou terras de Dom Pedro I. Apesar de ter sido criada para ser a Condessa de Iguaçu, ela só receberia o título aos 18 anos, após seu casamento com Pedro Caldeira Brant, o Conde de Iguaçu, com quem teve sete filhos.

A Condessa morreu aos 66 anos, em setembro de 1896. A sua morte foi objeto de pesquisa que intrigou historiadores por anos. Isso por que ao contrário de diversos outros membros da família imperial, o paradeiro do corpo da Condessa de Iguaçu representou um mistério por muito tempo.

Maria Isabel teria passado grande parte da sua vida alternando entre São Paulo e Rio de Janeiro, e poderia ter sido enterrada em qualquer um desses lugares. Existia, ainda, a questão da Europa, com a possibilidade de que a filha de Dom Pedro I estivesse em terras estrangeiras.

O pesquisador Paulo Rezzutti, autor da biografia de Dom Pedro I, foi quem decidiu abrir uma investigação profunda a respeito do paradeira da Condessa. Começou primeiro explorando as documentações no Rio de Janeiro, mas só encontrou sua primeira pista em uma crônica publica em uma das edições do jornal Estado de Minas, no qual o autor contava sobre sua relação amigável com Maria Isabel, que morava em São Paulo.

Ao retornar os estudos agora com foco paulista, encontrou a notícia da morte de Maria Isabel, publicada pelo O Estado de S. Paulo, em 6 de setembro de 1896. “Foi enterrada no Cemitério Municipal”, dizia o registro do Cartório de Registro Civil de Santa Ifigênia. Ao final a descoberta foi revelada: estava enterrada no Cemitério da Consolação, mesmo local do sepultamento de sua mãe, a Marquesa de Santos.


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