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De pombos-correio até passagens secretas: os mistérios da Mansão de Versace

Palco em tragédia e ponto turístico, a mansão do ícone Gianni Versace chama atenção pela decoração e cuidado

Wallacy Ferrari Publicado em 08/07/2020, às 09h57

Cena da série American Crime Story, o assassinato de Gianni Versace
Cena da série American Crime Story, o assassinato de Gianni Versace - Divulgação/Netflix

Em 1997, o estilista Gianni Versace foi assassinado em frente à mansão que havia construído meticulosamente. A cena abalou a população estadunidense pela influência do estilista que conseguiu unificar a moda e a música em uma cena pós-punk, mas principalmente pela fragilidade do ato. Em frente à residência onde edificou seu império, o designer teve sua vida encerrada em instantes.

Desde a ocasião, a mansão em Miami é um dos locais mais cobiçados dos Estados Unidos, rendendo diversos leilões de altos valores com os itens escolhidos pelo estilista, além de ser alvo de constantes visitas de turistas, chegando a ser considerada a terceira casa mais fotografada dos Estados Unidos — perdendo apenas para a Casa Branca e a Graceland, mansão de Elvis.

Buscando aproveitar a fama da casa, as visitas guiadas no local eram feitas diariamente desde o final da década de 2000, quando o grupo de hotelaria Jordache/Victor decidiu ir além; em uma negociação com Donatella, irmã de Gianni, conseguiram alugar o espaço para hospedagens, utilizando os dormitórios originais da estrutura. Em 2013, o preço do quarto mais barato ultrapassava US$ 1 mil por noite, mas ainda era menos impressionante do que os segredos da mansão.

Chafariz presente no jardim da Mansão Versace / Crédito: Divulgação/YouTube/Videofashion/29.09.2011

 

Segredos ocultos

Se nas ruas de Miami o estilista não teve a segurança que precisava, dentro de casa era uma preocupação constante; com diversas portas e passagens secretas, Gianni conseguia caminhar para diversas partes da com atalhos rápidos e ocultos, circulando entre os lounges de eventos e os dormitórios. As passagens, no entanto, não são acessíveis aos hospedes, visto que podem parar em outros quartos ou em áreas restritas aos funcionários.

Além das passagens humanas, diversos armazenamentos foram feitos de maneira que ficassem invisíveis para quem vê por fora, pois o designer fez questão de deixar os ambientes livres de estantes e armários. Com isso, os práticos cubículos de armazenamento estão instalados em paredes e embaixo de camas, garantindo o espaço extra nos cômodos.

A circulação não foi prejudicada, mas fez as paredes serem mais grossas e diminuir a amplitude dos quartos, mesmo em uma casa de 9 mil metros quadrados. Antes de morrer, Gianni usava os cubículos para guardar roupas e outros objetos pessoais, e hoje estão disponíveis para o uso dos visitantes e hóspedes.

Reprodução do chão do quintal, com o mosaico de Medusa / Crédito: Divulgação/TripAdvisor/Dean-of-Melbourne

 

Excentricidades de um ícone

Além da meticulosidade na decoração, inspirada na própria grife e em referências greco-romanas, os itens feitos sob medida chamam ainda mais atenção. O principal, localizado no quintal da residência, em frente a piscina, é um mosaico com a figura de Medusa. Originalmente construído em Reggio Calabria, na Itália, o estilista importou a obra em 1992, ano que adquiriu o terreno.

Outro ponto de atenção são os banheiros, considerados um dos cômodos mais caros do edifício; repleto de peças de mármore, o vaso possui um assento e tampa banhados a ouro de 24 quilates, sendo usado de inspiração para outras casas famosas. O ponto só perde atenção para outro local ainda mais impressionante: um viveiro de pombos-correio.

Enquanto esteve vivo, treinou alguns pombos para levar mensagens em casas de amigos por Miami, ficando armazenados em gaiolas no observatório da residência. Poucos itens originais ainda permanecem na casa, visto que a irmã Donatella foi responsável por diversos leilões, revertendo os valores para instituições de caridade e a fundação da família, mas o impacto cultural da mansão de um ícone chama atenção até os dias atuais.


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