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Enterrada viva durante 3 dias: 5 fatos sobre o sequestro de Barbara Mackle

A filha de um milionário do ramo imobiliário foi desacordada e forçada a ficar em uma caixa em um dos episódios mais macabros dos Estados Unidos

Wallacy Ferrari Publicado em 27/06/2020, às 08h00

Barbara Mackle ficou enterrada debaixo do solo durante três dias
Barbara Mackle ficou enterrada debaixo do solo durante três dias - Wikimedia Commons

1. Durante uma pandemia

Na época que foi sequestrada, Barbara, filha do milionário Robert F. Mackle, estava concluindo sua graduação na Emory University, em Atlanta, quando foi vítima de uma variação do vírus Influenza A (H3N2), que ficou mundialmente conhecido como Gripe de Hong Kong durante a pandemia, entre 1968 e 1969.

De acordo com a Encyclopedia Britannica, o número de mortos pela gripe durante o período de pandemia é estimado entre 1 milhão e 4 milhões de óbitos, sendo de 34 mil a 100 mil apenas nos Estados Unidos com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças estadunidense. Barbara estava apresentando uma ótima recuperação, visto que não pertencia ao grupo de risco da doença.


2. Cuidadosamente planejado

Barbara havia sido raptada em 17 de dezembro de 1968, após ser abordada por dois supostos policiais em um hotel. Junto de sua mãe, a jovem de 20 anos havia sido imobilizada com mordaças e ficou desacordada com o uso de clorofórmio. A mãe não foi desacordada, justamente para observar toda a ação e ter ciência de que o sequestro era verdadeiro para seguir cooperando.

Os dois homens não se tratavam de militares; Gary Stephen Krist, principal articulador do plano e negociações, foi quem ordenou a abertura da porta do quarto onde a garota estava hospedada, porém, a investigação descobriu que o comparsa se tratava de Ruth Eisemann-Schier, uma mulher, que se disfarçou de homem e evitou falar, apenas apontando a arma, ajudando no rapto e seguindo as orientações de Gary.

Barbara em 1968, ao lado do pai e do irmão / Crédito: Wikimedia Commons

3. Caixão de luxo

O plano de Gary envolvia uma prova de resistência para estimular a família a salvar Barbara o mais rápido possível. Conforme relatado na carta do sequestro, a jovem seria enterrada viva em um local misterioso que só seria revelado com o pagamento de US$ 500 mil. Feito de fibra de vidro, um material extremamente resistente, a caixa estava equipada com uma bomba de ar, um filtro para precaver enchentes, uma lâmpada, água com sedativos e comida.

A estudante foi instalada no caixão de 3 metros de comprimento e, antes de ser lacrada, foi forçada a tirar uma fotografia segurando um papel com a palavra “kidnapped” (sequestrado, em inglês). Até ser encontrada, a jovem perdeu 10 quilos e apresentava dificuldade na locomoção, além de lesões nas mãos, pés e cotovelos pelos repetidos batimentos de socorro.


4. Negociação rápida

O valor do resgate foi solicitado em carta para o pai da jovem, com a orientação de que devia ser respondido via anúncio em um jornal específico da cidade. Robert seguiu as instruções e cooperou com o pagamento, porém, a primeira negociação falhou com a chegada da polícia. Gary conseguiu fugir, mas deixou para trás o carro de George Deacon, um amigo do sequestrador que confeccionou o caixão de Barbara, mas sem conhecer o motivo.

Na segunda negociação, Gary conseguiu ter o pagamento confirmado por Robert e denunciou o local do enterro anonimamente ao FBI por telefone, no dia 20 de dezembro. Na mesma tarde, o FBI deslocou mais de 100 agentes nas buscas, encontrando a jovem após ouvir batimentos partindo do solo.

Gary Krist, condenado à prisão perpétua / Crédito: Wikimedia Commons

5. A conclusão da investigação

Com a volta de Barbara de maneira segura para a casa dos pais, Gary Krist foi rapidamente localizado ao ser identificado em um pântano na Flórida, porém, a cumplice Ruth só foi presa após dois meses, em Oklahoma, após ser integrada na lista de mais procurados do país. A mulher foi condenada a sete anos de prisão, mas conseguiu liberdade condicional após quatro anos, sendo deportada para Honduras, onde nasceu.

Já Gary foi condenado a prisão perpétua, mas foi libertado após dez anos, após ser aprovado em uma faculdade de medicina. Exerceu a profissão entre 1979 e 2003, quando teve a licença revogada por violar a condicional. Gary foi preso mais duas vezes, uma por tráfico de drogas, em 2006, e outra por violar a condicional novamente, em 2012. Barbara escreveu um livro junto ao jornalista Gene Miller, que cobriu a história. Intitulado 83 Hours Till Dawn, a obra foi lançada em 1971 e adaptada duas vezes para a televisão americana.


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