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De Hitler a Pablo Picasso: As bizarrices sexuais de personalidades históricas

Arrancamos a máscara e devassamos a intimidade de alguns homens e mulheres singulares, que em circunstâncias pouco conhecidas, adentraram o terreno das fantasias sexuais mais incomuns

M.R. Terci Publicado em 30/08/2019, às 02h00

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- Crédito: Reprodução

A história da humanidade está repleta de homens e mulheres que alcançaram imensa notoriedade por seus feitos.  Desbravadores providos de imensa coragem que estabeleceram novas rotas comerciais na terra e no mar, líderes políticos dotados de um magnetismo que mudou a percepção das massas, cientistas que revolucionaram a medicina e salvaram milhões, pessoas singulares que viveram neste planeta e deixaram um legado imenso de realizações.

Obras algumas vezes boas, outras vezes terrivelmente más, mas que, de uma forma ou de outra, deixaram marcas e simbolismos suficientes que definem o modo como vivemos nos dias de hoje. 

Mas, quando as luzes se apagavam, como eram essas pessoas singulares entre quatro paredes? Venham comigo, pelos caminhos mais escuros da história, arrancar a máscara e devassar a intimidade de homens e mulheres, que em circunstâncias pouco conhecidas, adentraram o terreno das fantasias sexuais mais incomuns.

Hitler

Hitler e Eva Braun / Crédito: Reprodução

 

Eva Braunn, a amante mais famosa de Adolf Hitler, tinha apenas 17 anos quando o líder alemão se encantou com suas pernas e tornozelos pálidos. A garota, que havia sido educada em um convento, era ingênua e obediente.

O ideário nazista, prometendo prosperidade e o fim da miséria da Alemanha, havia alcançado grande popularidade entre o povo, por isso, Eva logo caiu na lábia estranha daquele que viria a se tornar o flagelo do mundo.

Hitler gostava de observá-la nua enquanto a fotografava em posições e ângulos muito obscenos. As noites de amor entre o casal começavam com a garota se despindo para tomar banho, enquanto Hitler, todo aparamentado com o uniforme nazista, ficava apenas olhando.

Hitler jamais se despia e usava camisolas com fitas cor de violeta para consumar o ato sexual e para dormir. Algumas vezes pedia para Eva ler a história de Alexandre – O Grande, enquanto se banhava, e em outras ocasiões, vestia a garota com roupas íntimas de couro.

Grace Kelly

Grace Kelly / Crédito: Reprodução

 

Certa vez, Grace Kelly comentou que teria perdido a virgindade por acaso: “Fui à casa de uma amiga e ela tinha saído. Fiquei conversando com o seu marido e acabamos na cama”. Essa e mais uma centena de indiscrições polêmicas atravessam a trajetória da atriz americana, considerada uma das mulheres mais lindas e elegantes de Hollywood, vencedora do Oscar como melhor atriz e seis vezes nomeada ao Globo de Ouro.

No auge da carreira e tendo estrelado algumas das melhores obras de Alfred Hitchcock, Kelly dizia que gostava de se apaixonar, por isso transou com grande parte dos homens disponíveis nos sets de filmagem, entre seus amantes se alinharam o diretor britânico Ray Milland, os atores William Holden, Gary Cooper, Clark Gable, Bing Crosby, Jean-Pierre Aumont  e o estilista Oleg Cassini.

No meio artístico, à boca pequena, comentava-se o fato de que ela, “uma devoradora de homens”. Seu professor na Academia Americana de Arte Dramática conta que, certa vez, encontrou-a despida e deitada em seu sofá.

O ator Alexandre D’Arcy, que tinha na época o dobro de sua idade, comentou que ela uma mulher muito fogosa, bastando só a tocar para incendiá-la. Uma das conquistas mais famosas de Kelly foi o xá do Paquistão Aly Khan de quem ganhou um bracelete cravejado de esmeraldas. Posteriormente, casou-se com o príncipe-soberano de Mônaco, e se tornou Sua Alteza Sereníssima a Princesa Consorte do Mónaco.

Pablo Picasso

Pablo Picasso / Crédito: Reprodução

 

“Para mim, existem apenas dois tipos de mulheres: deusas e capachos”. Observando um quadro de Picasso, é-nos possível determinar com qual amante o pintor estava envolvido durante aquela fase e qual a intensidade emocional do relacionamento.

Intimamente ligadas à personalidade de Picasso e ao teor sexual, suas obras refletem explicitamente a passagem de sete amantes por sua cama. Possessivo e dominador, Picasso deixava-as nuas, horas a fio, enquanto trabalhava seus retratos. Seu êxtase sexual vinha de modelar suas amantes com as mãos. E ele literalmente enlouquecia suas mulheres.

Submetendo-as à sua sexualidade animal, domou, ingeriu e as esmagou em sua tela e depois de ter passado muitas noites, uma vez quebradas, ele se livrava delas. Umas se suicidaram outras terminaram em hospícios. “As mulheres são máquinas para sofrer” disse ele certa vez.

Catherine La Voisin

Catherine La Voisin / Crédito: Reprodução

 

Catherine Deshayes, dita La Voisin, foi uma suposta feiticeira francesa, famosa por ser um dos personagens principais no famoso Caso dos Venenos que envolveu até mesmo o Rei Sol, Luís XIV da França.

Nos anos 1680, o padre Étienne Guibourg e sua ajudante, a quiromante e aborteira Catherine La Voisin, realizavam missas particulares para a Madame de Montespan, marquesa e amante do rei. Eram típicas missas romanas, com uma diferença: Madame servia como altar, deitada nua sobre o altar central, segurando duas velas pretas com os braços estendidos. Durante o ofício, entre outras coisas, o padre consagrava hóstias na vagina da marquesa para, oportunamente, Catherine utiliza-las para fazer poções do amor.

Relatos mencionam ainda que bizarrice culminou com o assassinato de uma criança de 2 anos de idade. De qualquer forma, o rei descobriu tudo. O padre foi mandado para prisão, onde morreu três anos depois, La Voisin foi queimada na fogueira como bruxa e a marquesa, desmascarada, só conseguiu escapar de igual destino porque era a mãe de vários filhos de Luís XIV.

Benjamin Franklin

Benjamin Franklin / Crédito: Reprodução

 

O festejado inventor norte-americano passou grande parte de sua vida debaixo dos lençóis. Franklin era obcecado por sexo, tendo frequentado casas de prostituição, desde a adolescência. Conta-se que ele perdeu alguns amigos porque dava em cima das respectivas namoradas.

Ainda que a juventude do cientista tenha sido marcada por todo esse fogo, pode-se dizer que o apetite sexual de Franklin aumentou ainda mais depois que ele completou 50 anos de idade. Os biógrafos de Franklin acreditam que ele se casou somente para poder fazer sexo o tempo todo.

Em Londres, ele seduziu a mãe e sua filha de 18 anos, tendo, ainda, frequentado o Hellfire Club, um clube para homens se divertirem à base de orgias, bebidas e prostituição, muito embora não fosse membro oficial.

Quando foi morar em Paris em 1776, Franklin, na casa dos 70 anos, continuou a realizar seus desejos carnais. Segundo John Adams, que esteve ao lado de Franklin em Paris, “era impossível marcar qualquer compromisso com ele, que estava sempre envolvido em festas com muitas mulheres”.

Charles Chaplin

Charles Chaplin / Crédito: Reprodução

 

Um dos primeiros workaholics do cinema, Chaplin não parava. Ao mesmo tempo que trabalhava muito, o ator-diretor tinha uma vida sexual intensa e pouco ortodoxa. Gostava de fazer sexo quando estava chateado.

O artista mais celebrado da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão, era sem dúvida um homem de energia invulgar, tanto artística quanto física. Chaplin batizou seu pênis de oitava maravilha do mundo — devido ao tamanho avantajado.

Sua preferência era por garotas jovens; o resultado disso foram quatro casamentos, três com adolescentes, 11 filhos, e um harém de amantes. Milfred Harris, uma menina de 14 anos de idade foi sua primeira protegida. A ela Chaplin prometeu o estrelato.

A menina que não era nada boba, deu o troco no folgazão, simulando gravidez e conseguindo armar o casório. Não durou, Chaplin logo se interessou por Lita Grey, 16 anos. A vida sexual de Chaplin ainda contou com outras dezenas parceiras de cama, jovens e influentes no cinema, entre atrizes, donas de produtoras de cinema e até mesmo a prima de Winston Churchill.


M.R. Terci é escritor e roteirista; criador de “Imperiais de Gran Abuelo” (2018), romance finalista no Prêmio Cubo de Ouro, que tem como cenário a Guerra Paraguai, e “Bairro da Cripta” (2019), ambientado na Belle Époque brasileira, ambos publicados pela Editora Pandorga.