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Envolvimento com menores e consumo excessivo de drogas: as polêmicas do astro hollywoodiano Errol Flynn

Típico galã de cinema, o polêmico ator afirma ter dormido com mais de 12 mil mulheres — entretanto, nem todos seus relacionamentos eram permitidos pela lei

Wallacy Ferrari Publicado em 14/08/2020, às 09h00

Flynn, o grande simbolo de Hollywood em 1940
Flynn, o grande simbolo de Hollywood em 1940 - Wikimedia Commons

Nascido na Austrália com ascendência escocesa e irlandesa, Errol Leslie Thomson Flynn externava uma beleza de um galã típico do cinema hollywoodiano. Entretanto, sua postura de galã era somente nas telonas, pois, desde a infância, tinha atitudes que destoavam dos elogios ao seu sorriso.

Com uma postura compulsiva em relação a sua sexualidade, foi expulso da escola após ter relações íntimas com uma funcionária, além de se envolver em diversas brigas com outros alunos. Porém, ao começar a interpretar em 1933, a convite de um produtor que buscava um rapaz bonito, logo fez sucesso entre o cinema e, seu alvo, as mulheres.

O ator hollywoodiano Errol Flynn / Crédito: Wikimedia Commons

 

Para amigos próximos, dizia ter se relacionado sexualmente com 12 mil mulheres sem ao menos ter se aproximado delas; todas o procuraram em seu camarim. Charles Higham, autor de sua biografia “Errol Flynn: The Untold Story”, também acrescentou que Flynn teve romances com Truman Capote, e Howard Hughes, o caracterizando como bissexual.

As festas em sua residência e no iate eram recheadas de drogas, bebidas e principalmente mulheres, sendo muitas menores de idade. Em uma dessas festas, a acusação que mais abalou sua carreira foi relatada por Peggy Satterlee, que na época estava com 17 anos e, junto a Betty Hansen, com a mesma idade, apresentaram a denúncia de estupro.

De acordo com as jovens, Flynn, na época casado, as aliciou em seu iate e em uma festa residencial. Seu julgamento, em 1942, o julgou como inocente, argumentando que as meninas não poderiam apresentar culpabilidade ao ator por não ser mais virgens e já ter sido vistas com outros homens da alta sociedade americana.

Errol Flynn com Bette Davis em The Private Lives of Elizabeth and Essex (1939) / Crédito: Wikimedia Commons

 

Sua fama de estrangeiro em meio a Segunda Guerra Mundial foi abalada, fazendo Flynn perder diversos papéis no cinema norte-americano. Com as acusações, se naturalizou cidadão dos Estados Unidos, também buscando facilitar suas ações no país. Depois de seu casamento com Lili Damita e Nora Eddington, entre os anos de 1931 e 1948, seu último casamento foi com Patrice Wymore, em 1950.

Com a reputação de galã falido e estrelando poucos filmes, conheceu Beverly Aadland, de apenas 15 anos. Flynn, com problemas sérios de alcoolismo graças a vida de boemia, convenceu Beverly que a aproximação poderia alavancar sua carreira em Hollywood. A jovem, por sua vez, se apoiou no homem, já na casa dos 40.

Estrelou Cuban Rebel Girls, junto a Flynn, que fez sua última participação nos cinemas. Apesar de ter registros de ser a favor de medidas relacionadas ao nazismo, o filme escrito por Errol simpatizava com a revolução cubana liderada por Fidel Castro. O chamado “empreendimento paralelo” do ator, na verdade foi um fracasso de bilheteria.

Porém, a relação foi um escândalo, visto que até a mãe da atriz empurrou a aproximação do ator com a filha. Beverly foi a última mulher a estar com Errol, que morreu ao seu lado, com 50 anos, vítima de um ataque cardíaco em 1959. Três anos depois, a mãe de Beverly, Florence Aadland, publicou um livro revelando as relações do casal.

Crédito: Divulgação

 

O livro tornou-se um best-seller em 1961, devido ao relato detalhado de como Beverly foi orientada a se passar por uma garota de 18 anos, além de revelar que a filha havia perdido a virgindade com o ator. Entretanto, o relato biográfico com um tom romântico recuperou a imagem de bom amante, que impulsionou o ator em seus filmes.

Em 2014, a história de pedofilia de Errol Fynn foi transformada em filme, chamado The Last of Robin Hood, com o ator sendo interpretado por Kevin Kline e com Beverly sendo incorporada como Dakota Fanning. A cinebiografia descreve seus últimos dias com um tom emocionante e reescrevendo seu legado como um homem dependente emocionalmente.


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