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O que aconteceu com Shirley Temple, a menina de cachinhos dourados de Hollywood?

A atriz se tornou a queridinha da América nos anos 1930, mas seu destino mudou completamente: já crescida, dedicou-se à carreira política e diplomacia

Fabio Previdelli e Isabela Barreiros Publicado em 05/12/2020, às 08h00

A atriz americana Shirley Temple
A atriz americana Shirley Temple - Wikimedia Commons

A menina de cachinhos dourados que estrelou produções como Alegria de Viver (1934) e Olhos Encantadores (1934) é muitas vezes vista como um grande símbolo de Hollywood durante os anos 1930, sua Era de Ouro. Shirley Temple foi a protagonista de muitos musicais, cantando e sapateando ao longo da trama.

Mas nem tudo eram flores: ao começar sua carreira muito cedo no mundo controverso de Hollywood, ela foi logo exposta aos problemas da indústria e passou por episódios complicados já em sua infância. Anos depois, a atriz afirmou que, como os trabalhos foram feitos durante a sua infância, ela não tinha ideia do que estava fazendo.

Começo de tudo

Apesar ter nascido durante a Grande Depressão dos Estados Unidos, sua família a matriculou em aulas de dança. Logo ela assinou um contrato com a Educational Pictures e tornou-se estrela em questão de meses.

Shirley brilhou em filmes como Alegria de Viver (1934), Olhos Encantadores (1934), A Queridinha da Família (1934), A Pequena Órfã (1935), Pobre Menina Rica (1936), e A Princesinha (1939). Aos seis anos, em 1935, ela ganhou um baby Oscar, uma estatueta especial para os pequenos que não podiam concorrer com artistas adultos em várias categorias da Academia. 

Shirley saindo da Casa Branca / Crédito: Wikimedia Commons


No entanto, anos mais tarde, em sua biografia, a atriz criticou os trabalhos que fez quando criança. Ela os chamou de “uma exploração cínica de nossa inocência infantil que ocasionalmente era racista e sexista”. 

Muitos podem achar que seus pais aproveitaram da graciosidade e ingenuidade da garota para ganhar dinheiro com sua repentina fama. Mas a atriz sempre se considerou “banhada de amor a vida toda”, e ainda acrescentou: “acho que minha mãe era a mãe mais maravilhosa que alguém poderia ter”.

Mudanças

Ainda assim, o sucesso no cinema não durou tanto tempo. Aos 12 anos, a 20th Century Fox decidiu não renovar seu contrato, e a partir daí sua vida de fama passou a ser só mais um grande sonho infantil. A garota começou a frequentar uma escola em Los Angeles. Longe do interesse dos estúdios, sua vida particular ganhou outros rumos.

Crédito: Divulgação

 

Aos 16 anos ela começou a namorar com John Agar Jr., um sargento do Corpo Aéreo do Exército de 24 anos. Antes de completar 17 anos, eles se casaram. Mas quatro anos após a união, os dois se separaram, logo quando Linda Susan, filha dos dois, completava 1 ano.

Em menos de 60 dias após o divórcio, Temple, de 21 anos, ficou noiva novamente. Desta vez de Charles Alden Black, de 30 anos. Os dois permaneceram juntos por 55 anos, quando ele faleceu em 2005.

A jovem se aposentou oficialmente de Hollywood aos 22 anos, por estar cansada de receber os mesmo papeis estereotipados e insatisfeita com a qualidade dos filmes. Logo se mudou com o marido para Washington, embora ela tivesse desistido de atuar, sua vida em frente às câmeras durou mais um tempo.

Shirley como congressista dos EUA / Crédito: Divulgação

 

Ela tornou-se anfitriã do programa Shirley Temple’s Storybook (que mais tarde foi renomeado para The Shirley Temple Show) por três anos e 41 episódios, quando terminou em 1961.

Após o fim de seu programa, dedicou-se a carreira política e à diplomacia. Foi eleita congressista pelo Partido Republicano em 1967 e se tornou embaixadora nas Nações Unidas, em Gana e na Tchecoslováquia, até 1989.

Shirley Temple também foi uma ativista na luta contra o câncer de mama. Ela foi diagnosticada com a doença em 1972, nessa época as mulheres mantinham seus diagnósticos em sigilo. Ela foi à contramão desse padrão e realizou uma coletiva de imprensa no hospital para falar sobre isso.

Shirley primeira-dama Pat Nixon em Gana, em 1972 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em uma entrevista para uma grande revista, ela orientou que a importância do autoexame mamário e alertou para as mulheres não “ficarem em casa e terem medo”.

Temple viveu uma vida incrivelmente cheia de desafios nos mais diferentes ramos em que escolheu trabalhar. A atriz faleceu em 10 de fevereiro de 2014, aos 85 anos e deixou um enorme legado para o cinema, política e para as mulheres.


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