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A impressionante cidade submersa de Pavlopetri, uma das mais antigas do mundo

Com seu planejamento urbano praticamente intacto, o local ainda exibe ruas, pátios, edifícios e até mesmo um cemitério embaixo d’água

Isabela Barreiros Publicado em 16/04/2020, às 07h00

A cidade submersa de Pavlopetri, na Grécia
A cidade submersa de Pavlopetri, na Grécia - Divulgação

Na Baía de Vatika, no sudeste do Peloponeso, na Grécia, está a cidade de Pavlopetri, uma das mais antigas regiões submersas do mundo. Com cerca de 5 mil anos, seus restos arqueológicos foram observados pela primeira vez em 1967 pelo pesquisador Nicholas Flemming.

No ano seguinte, em 1968, arqueólogos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, foram até o local e iniciaram diversos estudos a seu respeito. Mapeando a região, eles apontaram que a “cidade perdida” subaquática é a mais antiga já encontrada no Mar Mediterrâneo.

Crédito; Divulgação

 

Uma característica importante do local é que ele é o único no mundo a ter seu plano de povoado quase por completo, ou seja, as estruturas arquitetônicas que foram construídas naquela época ainda permanecem visíveis debaixo d’água há tantos anos.

Ruas, pátios, edifícios e tumbas marcam a visão de quem observa o sítio arqueológico. Nas últimas pesquisas realizadas em Pavlopetri, foi possível perceber que o local contava com ao menos 15 grandes edifícios e foi descoberto, ainda, um cemitério contendo 60 sepulturas de pedra. Acredita-se que elas datem do Período Helênico Inicial, por volta de 3 mil e 2 mil a.C.

Além disso, muitos fragmentos de artefatos antigos foram encontrados na cidade. Objetos como utensílios utilizados em mesas e grandes jarros minoicos, por exemplo, ofereceram aos arqueólogos uma visão mais clara sobre o cotidiano das pessoas que viveram na localidade antes de ela ter sido afundada.

Crédito; Divulgação

 

Os pesquisadores envolvidos nos estudos sobre a cidade sugerem que ela ficou submersa depois de uma série de terremotos que acometeram o local. Três desses eventos sísmicos teriam sido responsáveis, em por volta de mil a.C. afundar Pavlopetri. Mesmo que fossem violentos, esses abalos fizeram com que as estruturas arquitetônicas da vila permanecessem intactas, sem a intervenção humana por milhares de anos.

A cidade grega se estende por pelo menos 50 mil metros quadrados. Quando foi primeiramente descoberta, os pesquisadores haviam encontrado apenas parte dela. Naquele ponto, estavam presentes apenas objetos que datavam do período micênico, entre 1650 e 1180 a.C.

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No entanto, nas pesquisas mais recentes, arqueólogos perceberam que o local estava se expandindo para além do sul. Essa descoberta confirmou aos especialistas que, na verdade, a região era muito mais antiga que se acreditava, sendo anterior ao período micênico. Um assentamento que remonta à 3.500 a.C. foi o principal argumento dessa tese.

Outra informação importante sobre a cidade é seu nome. Literalmente traduzida em "Pedra de Paulo", a denominação está relacionada aos santos São Pedro e São Paulo. Considerados os dois maiores apóstolos cristãos, foram responsáveis por difundir a religião durante o primeiro século d.C.


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