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Jardim venenoso na Inglaterra reúne 100 espécies de plantas tóxicas que podem até matar seus visitantes

O passeio pelo jardim venenoso é guiado por especialistas que garantem que curiosos não cheirem, toquem ou provem as ervas

Alana Sousa Publicado em 10/04/2019, às 10h30

O portão de entrada do jardim
Reprodução

O jardim no Castelo de Alnwick, no condado de Nortúmbria, na Inglaterra, foi criado em 1750 por Hugh Percy, 1º Duque de Nortúmbria, e projetado pelo conceituado arquiteto Capability Brown, considerado o pai da jardinagem paisagista inglesa.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o jardim foi utilizado como um meio de fornecimento de comida, parte da campanha “Dig for Victory” do país. Após o final da guerra, o local caiu em desuso e foi fechado oficialmente em 1950.

Já no final da década de 1990, o parque passou por uma grande reconstrução. O novo conceito foi pensado pela Duquesa de Nortúmbria, Jane Percy, e conta com diversas fontes de água, um centro para visitantes e ainda uma das maiores casas de árvore do mundo. A Duquesa consolidou o jardim como um das principais atrações turísticas da Inglaterra.

Pensando em como atrair mais turistas, a Jane Percy queria implantar uma peculiaridade no jardim. Surgiu então a ideia do “Jardim Venenoso”. O que logo se tornou a maior atratividade do local. A ideia ganhou vida após uma visita da Duquesa ao jardim venenoso de Medici, na Itália, como também uma visita ao sítio arqueológico do maior hospital da Escócia medieval.

Lá ela aprendeu sobre plantas como o meimendro, a cicuta e o ópio, que foram usadas para anestesiar pacientes. Isso aumentou seu interesse em criar um jardim de plantas inteiramente letais. Segundo Percy, os visitantes muitas vezes se surpreendem com o fato de plantas como sebes de loureiro serem altamente tóxicas.

O jardim foi aberto ao público como atração turística em 2005. Possui cerca de 100 tipos diferentes de plantas consideradas perigosas. Há ainda espécies de cogumelos, tabaco e cannabis.

O passeio pelo jardim venenoso é guiado por especialistas que explicam as diferentes propriedades das plantas e garantem que curiosos não desviem da trilha. Os visitantes ainda são proibidos de cheirar, tocar ou provar qualquer uma das ervas.

A sinalização no jardim é clara: os portões de entrada apresentam várias indicações de que o conteúdo espalhado pelas redondezas do castelo pode matar.

De acordo com o site do jardim venenoso de Alnwick, a atividade foi criada com o intuito de “conscientizar sobre os perigos de drogas nocivas e ilícitas”, uma maneira de educar as crianças sem que elas percebam.