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Leões enfurecidos no set: Homem e as Feras, a catastrófica produção de Hollywood

Durante as gravações, nenhum animal foi ferido durante as filmagens, entretanto, 70 pessoas do elenco se machucaram

Paola Churchill Publicado em 25/03/2020, às 16h30

Cena do filme Homem e as Feras, de 1981
Cena do filme Homem e as Feras, de 1981 - Divulgação

Hollywood sempre proporciona ao público narrativas que parecem sair dos sonhos mais loucos. Um parque de dinossauros, uma caça a um tubarão sedento por sangue ou um mundo totalmente novo de um garotinho de 11 anos que descobre que é um bruxo.

Essas histórias são feitas a partir de efeitos especiais, visuais ou próteses. Mas, já imaginou se algum desses cenários fosse real? Em 1981, o mundo se viu diante do lançamento do filme Homem e as Feras (Roar). A proposta da comédia era simples: contar a história de uma família que vivia no interior da Califórnia em uma casa repleta de grandes felinos.

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Cartaz do filme de 1981/ Divulgação 

 

Só que ao invés de usar efeitos visuais para reproduzir leões, tigres e leopardos, o elenco do filme contracenou com animais da vida real. A obra cinematográfica tornou-se a mais perigosa que já foi gravada na história da sétima arte.

Ideia ousada

Tudo começou quando o produtor de O Exorcista, Noel Marshall e sua esposa a atriz Tippie Hendren, após viajarem para a África, decidiram que queriam gravar com leões de verdade. Quando colocaram a ideia no papel, eles apenas queriam contracenar com animais treinados de Hollywood, mas, assim que explicaram a ideia para os treinadores, eles disseram que o único jeito da película ser da maneira que eles queriam, eram se os próprios criassem os felinos. E foi isso que fizeram.

Durante dez anos, a família, incluindo a filha famosa do casal, a atriz Melanie Griffith, criaram cerca de 150 animais. Eram leões, tigres, pumas e guepardos. Mas, eles cuidavam também de elefantes, flamingos, avestruzes e girafas. Tudo era feito de maneira ilegal e sem fiscalização. E gravavam a rotina de todos.

A casa dos leões

Eles passaram a amar os bichos. Mas não importava o quão afetuosa a relação fosse, chegou um momento que as coisas desandaram. Os bichos começaram a atacar seus donos. O enredo, que era pra ser como uma família poderia conviver bem com tantos animais silvestres, tornou-se uma aventura de sobrevivência.

Noel Marshall e os felinos em cena/ Divulgação 

 

Os acidentes foram quase fatais. O cineasta Jan de Bont teve parte do couro cabeludo arrancado e precisou levar 220 pontos. Enquanto montava em um elefante, Tippi Hedren foi arremessada das costas do animal. A atriz teve uma perna fraturada e ferimentos na cabeça. Sua filha, Melanie, foi atacada por um leão no rosto, quase perdendo a visão.

Independente do que acontecesse, as filmagens nunca paravam. Inclusive, usaram isso como estratégia de marketing: “Nenhum animal foi ferido durante as gravações. 70 membros da equipe e elenco foram”.

O Live Action do Rei Leão

Embora tenha estreado em 1981 e 1982, na Austrália e no continente europeu, a obra não chegou naquela época nos Estados Unidos. Só em 2015, 34 anos depois de seu lançamento, que James Shapiro, chefe de operações da Drafthouse Films, empresa responsável por relançar filmes engavetados, descobriu o longa e o levou para solo americano. Shapiro nem conseguia acreditar que aquela produção tinha sido feita realmente.

Um crítico cinematográfico da revista Variety, resumiu o Homem e as Feras como “É como assistir a um live-action de O Rei Leão com Mufasa segurando uma navalha contra a sua garganta”.

Apesar de ousada, a obra é muito bem avaliada, tanto pela crítica especializada, como pelo público em geral, tendo a aprovação do Rotten Tomatoes, site dedicado à divulgação de críticas de cinema, com 74%.


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