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Mais extremo que 'Diabão': 'Caveira' possui o recorde de homem mais tatuado do Brasil

As modificações corporais de Fernando de Oliveira incluem ainda língua bifurcada, dente de vampiro e nariz mutilado

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 24/07/2021, às 10h00

Fotografias mostrando Fernando Franco de Oliveira, o 'Caveira'
Fotografias mostrando Fernando Franco de Oliveira, o 'Caveira' - Divulgação / Instagram/ Arquivo Pessoal

Após o paulista Michel Prado, mais conhecido por seu apelido de Diabão, começar a fazer sucesso nas redes sociais e ir parar até mesmo nas manchetes após remover um dos dedos e depois sofrer problemas de saúde decorrentes de uma abdominoplastia, surgiu uma outra celebridade das transformações corporais: o Caveira

Também tatuador, Fernando Franco de Oliveira chegou a chamar atenção internacional por conta das modificações extremas pelo qual se submeteu. A mais recente delas foi a remoção da cartilagem de seu nariz, realizada em março, que, embora não afete sua capacidade respiratória, precisou de muitos cuidados durante a fase de cicatrização. 

“Eu tenho língua bifurcada, orelha de ‘orc’, dentes de vampiro e implantes de chifres na cabeça. E agora a última que eu fiz, para assustar de vez, foi o nariz”, contou ele em entrevista ao G1 neste ano. 

O brasileiro, que possui um estúdio de tatuagem no município de Tatuí, que fica no interior de São Paulo, possui 99% do corpo tatuado. O feito lhe rendeu o título de homem mais coberto de tatuagens do Brasil em 2014, um recorde do qual Fernando não está disposto a abrir mão. 

“Estou lacrado. A pele dos pés é muito grossa, é muito difícil de pegar tatuagem. Mas se alguém tentar arrancar meu ranking, vou tatuar as solas dos pés nem que seja com uma lixadeira. Esse certificado não sai daqui de casa", comentou ele, segundo divulgado pelo UOL. 

Fotografias mostrando Fernando com seu prêmio de 2014, e também o certificado que ganhou / Crédito: Divulgação/ Instagram/ Arquivo Pessoal

 

Adversários 

Oliveira também já confessou ser ‘viciado’ na dor que as agulhas provocam ao pintar sua pele. 

“Tenho tudo tatuado, só falta a palma das mãos e a sola dos pés. Eu paguei pelas minhas tatuagens, mas se eu encano com algum desenho, eu mesmo retoco. Eu gosto muito da dor da agulha, eu sou viciado, aí de vez em quando sinto a necessidade de retocar porque não tenho mais espaço no corpo”, disse ele ao G1. 

Vale comentar que ele já ouviu falar de Diabão, mas no momento não considera que o outro está no mesmo nível de modificações corporais que ele. 

“Ele tem aquela aparência dele lá, mas, se você olhar atrás na cabeça dele, não tem tatuagem. Para mim, isso não conta. Eu estou acima, tenho meu certificado no ranking, tenho o corpo inteiro tatuado, as modificações que ele fez, também fiz”, declarou para o UOL. 

Fotografias mostrando Diabão / Crédito: Divulgação/ Instagram/ Arrquivo Pessoal

 

E Fernando não pretende parar: o tatuador pretende colocar mais implantes de chifres em seu crânio, e fazer também “escarificações”, uma modalidade de tatuagem que não usa tinta —  em vez disso, elas cortam a pele, de forma que as marcas deixadas são cicatrizes. 

“Não vou parar, para a alegria do Diabão", brincou Caveira, aproveitando para alfinetar seu rival. 

Uma outra diferença entre Oliveira e Michel Prado é que o primeiro é casado com uma mulher que não tem nenhuma tatuagem, enquanto o segundo forma um par com a Mulher Demônia, que embarcou no mundo das transformações físicas junto com o parceiro e também faz sucesso nas redes por sua aparência diferenciada.

Fernando também comentou para o G1 que o motivo pelo qual engajou em tantas transformações é porque "gosta de ser diferente": "Eu nunca gostei de ser igual à sociedade, entendeu? O pobre, para ser diferente, precisa tatuar o corpo inteiro, não tem outra forma de aparecer”, concluiu ele.