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Morto aos 22 anos de idade: a triste saga de Robert Wadlow, o homem mais alto que já existiu

Com exatos 2,74 metros, o norte-americano possuía uma disfunção que impedia que seu crescimento parasse, chamando atenção por onde passava

Penélope Coelho Publicado em 01/10/2020, às 18h27

Robert Wadlow ao lado de seu pai
Robert Wadlow ao lado de seu pai - Wikimedia Commons

Em 22 de fevereiro de 1918, em Alton, Illinois, nos Estados Unidos, nascia Robert Pershing Wadlow, aquele que seria conhecido como a pessoa mais alta já registrada no mundo.

Porém, quando Wadlow nasceu seus pais não imaginavam as grandes dificuldades que enfrentariam futuramente, já que ele chegou ao mundo como uma criança normal, pesando quatro quilos. Contudo, não levou muito tempo para que sua família entendesse que, na verdade, Robert era um ser especial e singular.

Infância peculiar

Quando atingiu um ano de idade, o filho mais velho de Harold Franklin e Addie May já era maior que todas as crianças de sua idade, aos oito anos o menino já era mais alto que os pais. Para conseguir estudar com certo conforto, uma cadeira especial teve de ser construída especialmente para ele em sua escola.

Aos 13 anos, Robert media 2,23 metros de altura e aos 19 já era o homem mais alto do mundo, na época, ele media 2,54 metros e calçava 70.

Foto de Wadlow aos dez anos de idade / Crédito: Wikimedia Commons

 

A condição de Robert se deu em decorrência do aumento de tecido orgânico em sua glândula pituitária, ou seja, um tumor na parte que regula diversos processos fisiológicos, incluindo o crescimento.

Por conta dessa disfunção, o norte-americano estava fadado a nunca parar de crescer e essa condição, por sua vez, desenvolveu algumas complicações, como a necessidade de um apoio para as pernas e a falta de sensibilidade nos membros.

Fazendo fama

Em sua breve vida adulta, Wadlow, se matriculou na universidade a fim de se tornar advogado, entretanto, o homem na verdade, se transformou em uma celebridade nos Estados Unidos na década de 1930. Tudo isso porque ele passou a se apresentar no Ringling Brothers Circus, como uma espécie de atração no circo e chegou a fazer esses shows até mesmo no conhecido Madison Square Garden.

Quando realizava essas aparições, o homem se recusava a se vestir como o personagem de um circo com roupas chamativas, Robert optava por vestimentas comuns do dia a dia, além disso, ele jamais usou cartola e fraque, como era pedido pelos responsáveis da companhia.

Além das apresentações, o norte-americano passou a viajar pelo país divulgando uma marca de sapatos, a International Shoe Company, que fornecia gratuitamente calçados para ele, além de também confeccioná-los em um tamanho especial. Era assim que Wadlow tinha o desejo de levar sua vida, trabalhando com propaganda e publicidade, e não sendo visto como uma grande aberração.

Sapatos de Wadlow / Crédito: Wikimedia Commons

 

Incidente traiçoeiro

Em 4 de julho de 1940, durante uma apresentação profissional no Manistee National Forest Festival, o homem se machucou após um equipamento usado em sua perna ferir seu tornozelo.

E foi assim, com um pequeno ferimento, que o fim da pessoa mais alta do mundo se aproximava. O machucado, até então, inofensivo se tornou uma infecção e por isso, teve que ser tratado com transfusão de sangue e cirurgias. Contudo, seu estado de saúde piorou e ele não resistiu ao tratamento.

Robert Wadlow faleceu precocemente aos 22 anos, no dia 15 de julho de 1940. Na época, ele estava medindo 2,74 metros e não havia nenhum sinal de que seu crescimento iria parar. O caixão onde o seu corpo foi enterrado tinha cerca de 3 metros e teve que ser carregado por mais de 20 homens.

Para homenageá-lo, uma estátua em tamanho real foi construída na cidade de Alton onde Wadlow nasceu. Ali, turistas do mundo todo tiram fotos com o monumento que prestigia o homem mais alto que já existiu.


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