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A mulher que desvendou um crime ao procurar pela própria mãe

Em 1980, dois jovens foram encontrados mortos em um deserto na Califórnia. Décadas mais tarde, em 2021, o teste de DNA feito por uma mulher de Virgínia solucionou o bizarro mistério

Pamela Malva Publicado em 06/05/2021, às 19h00 - Atualizado às 19h13

Fotografias de Pamela e William quando ainda jovens
Fotografias de Pamela e William quando ainda jovens - Gabinete do Xerife de San Bernardino

Em meados de 2018, a norte-americana Christine Marie Salley decidiu que, de uma vez por todas, iria encontrar seus pais biológicos. Nascida em Virgínia, ela sempre soube que era adotada e sentiu que aquele era o momento de descobrir a verdade.

Focada em encontrar as peças perdidas do quebra-cabeças que era seu passado, a mulher contratou um investigador particular e começou sua jornada. Entre documentos antigos e muita pesquisa, ela encontrou o nome de sua mãe: Pamela Dianne Duffey.

Para Christine, aquele era apenas um pequeno passo para descobrir tudo sobre sua história. A mulher, no entanto, sequer imaginava que, após tantas buscas, ela descobriria muito mais do que a verdade. Isso porque, em abril 2021, ela chegou a resolver um assassinato enquanto buscava pela localização de sua mãe biológica.

Emoção à flor da pele

Christine passou muito tempo de sua vida se questionando, tentando encontrar um motivo para nunca ter entrado em contato com os seus pais biológicos. Por isso, inclusive, ela não pôde conter a ansiedade quando encontrou o nome de Pamela.

Mais tarde, em dezembro de 2020, a emoção voltou a tomar conta de sua vida quando o investigador contratado afirmou que colocaria o DNA de Christine em um banco de dados virtual. Ela finalmente iria encontrar a resposta para todas as suas perguntas.

Quando encarou a tela do computador, a mulher não conseguiu acreditar no que estava vendo: o site tinha encontrado uma compatibilidade. De repente, depois de tantos anos, Christine encontrou um DNA semelhante ao seu, que fora cadastrado na plataforma 40 anos antes, por autoridades de Ludlow, na Califórnia, segundo o ABC News.

Imagem meramente ilustrativa de teste em laboratório / Crédito: Divulgação/Pexels

 

Um longo mistério

Décadas antes do exame de DNA, em novembro de 1980, enquanto explorava o deserto de Mojave, um arqueólogo da Califórnia encontrou o que parecia ser uma cova rasa. Dentro dela, enterrado pela areia, um jovem casal jazia nu, já sem vida há tempos.

A polícia foi imediatamente acionada e descobriu-se que o homem e a mulher haviam sido espancados e mortos a tiros. Nenhum dos oficiais, contudo, conseguiu solucionar o tétrico assassinato e, assim, os documentos do caso ficaram arquivados por 40 anos.

De volta para 2020, a comparação entre o DNA de Christine e o banco de dados nacional revelou que a misteriosa jovem enterrada no deserto era, na verdade, Pamela Dianne Duffey, mãe da mulher de Virgínia que buscava pelos pais biológicos.

Respostas sem fim

Christine, no entanto, só conseguiu confirmar que a jovem assassinada era mesmo a sua mãe em abril de 2021, após meses trabalhando junto da Polícia da Califórnia. Outros registros, então, revelaram que Pamela fora morta com apenas 21 anos.

Além disso, para a surpresa dos investigadores, Christine também conseguiu se lembrar do nome de um antigo amigo de sua mãe, que ela acabou conhecendo quando era pequena, enquanto Pamela ainda era presente em sua vida, antes de desaparecer.

Segundo a mulher de Virgínia, o homem encontrado ao lado da mãe no deserto poderia ser Digger Lane, um ex-presidiário de 20 anos. A partir do apelido, os oficiais encontraram os dados de William Everette Lane, a segunda vítima encontrada em 1980.

Mugshot de Howard Neal, o suposto assassino de Pamela e William / Crédito: Gabinete do Xerife de San Bernardino

 

Enfim, a verdade

Por fim, juntando todas as peças, o Gabinete do Xerife de San Bernardino concentrou suas suspeitas em Howard Neal, um homem preso em 1982 por estuprar e assassinar sua sobrinha, de 13 anos, e uma amiga dela, de 12 anos, segundo a revista People.

Hoje, aos 68 anos, ele é o maior suspeito do assassinato de Pamela e William, principalmente depois de ser interrogado em 2017. Na época, ele afirmou que teria encontrado as duas vítimas enquanto eles pediam carona na Califórnia.

Segundo o próprio suspeito, ele levou o casal para sua casa naquele dia e, após uma discussão com o jovem, decidiu que mataria os dois. Assim, Neal atirou em William primeiro e, em seguida, estuprou Pamela, pouco antes de assassiná-la também.

Para esconder seus rastros, o criminoso, que também foi culpado pelo homicídio do próprio irmão, levou as vítimas para o deserto de Mojave e os enterrou em uma cova rasa. Não demorou, então, para que os mortos fossem encontrados pelo arqueólogo.

Quarenta anos depois, Pamela e William foram identificados pela filha que a jovem havia abandonado. Agora, décadas mais tarde, o departamento de xerife espera finalmente conseguir devolver os restos mortais das duas vítimas para suas famílias.


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