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Há 21 anos, o submarino CSS Hunley era trazido de volta à superfície

A embarcação de guerra realizou um feito impressionante, contudo, acabou desaparecendo nas profundezas do oceano

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 08/08/2021, às 10h51

Fotografia mostrando o Hunley em um banho de hidróxido de sódio
Fotografia mostrando o Hunley em um banho de hidróxido de sódio - Wikimedia Commons

O submarino CSS Hunley, também conhecido como H.L. Hunley, não era uma embarcação muito segura. Ela havia sido construída na década de 1860, de forma que sua tecnologia, embora impressionante para a época, seria encarada com horror por engenheiros dos dias atuais. 

Outro dado a respeito do submarino é que ele afundou três vezes durante os poucos meses em que foi usado, com o terceiro episódio sendo aquele que aposentou de vez a máquina de guerra — que se perdeu no oceano, sendo recuperada somente mais de um século mais tarde. 

Por outro lado, essa última ocasião também foi responsável por fazer Hunley entrar para a História. Isso pois foi nesse dia que a embarcação realizou um feito crucial: foi capaz de afundar um navio

O contexto era a Guerra Civil Americana, em que os moradores da região norte e da região sul do território que hoje corresponde aos Estados Unidos entraram em conflito. O submarino recordista estava do lado dos Confederados, que saíram do confronto derrotados. 

Missão suicida 

No dia 17 de fevereiro de 1864, oito tripulantes estadunidenses apertados dentro dos 12 metros de cumprimento do CSS Hunley o dirigiram até um bloqueio de navios da União, a frente inimiga. 

A embarcação confederada parou a apenas cinco metros de distância do navio USS Housatonic, e lançou um torpedo contra o casco, sendo assim capaz de derrubar uma nau com mais de cinco vezes o seu tamanho. 

Ilustração mostrando o USS Housatonic / Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons

 

Apesar de ter cumprido com sucesso a missão, os combatentes no controle do submarino não tiveram a oportunidade de comemorar com seus colegas. Isso pois eles naufragaram naquele mesmo dia, nunca retornando à terra firme. 

Foi apenas em 1955 que a carcaça do submarino confederado foi localizada por Clive Cussler, um escritor de livros de aventura. 

“Nunca afirmei ser um arqueólogo. Sou puramente um diletante que adora o desafio de resolver um mistério; e não há mistério maior do que um naufrágio perdido”, afirmou o norte-americano, segundo repercutido pelo site oficial do Hunley. 

Em 8 de agosto dos anos 2000, a antiga máquina de guerra finalmente foi trazida de volta à superfície, um evento que foi transmitido via televisão e acompanhado por milhões de pessoas. 

Atualmente, a embarcação histórica está em exibição em um museu do estado da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. 

Fotografia mostrando o momento em que o submarino foi erguido do mar por um guindaste / Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons

 

Enigma sem solução

Um detalhe intrigante descoberto pela equipe que tirou o submarino da água é que dentro dele estavam os oito esqueletos de seus tripulantes, ainda presos em seus respectivos assentos. 

O fato apenas adiciona mais uma camada de mistério a uma pergunta que permaneceu sem resposta durante todos esses anos: O que fez o Hunley afundar? 

Segundo repercutido em uma matéria de 2017 da Superinteressante, uma teoria levantada por um estudo realizado naquela época foi de que a onda de choque causada pela explosão do torpedo lançado contra o navio inimigo teria sido o motivo de seu naufrágio. Assim, sua maior glória teria sido também a causa de sua ruína. 

A pesquisadora Rachel Lance especulou após alguns experimentos que essa onda de choque teria feito com que os soldados confederados dirigindo a máquina desmaiassem. 

Então, como a embarcação apenas era mantida flutuando de forma manual, ela inevitavelmente teria afundado em direção ao fundo do mar. Vale lembrar, contudo, que essa é apenas uma hipótese. 

Assim, ao menos por enquanto, a história do que realmente aconteceu dentro do claustrofóbico CSS Hunley em seu último dia de batalha morreu junto com seus tripulantes.



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