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Tortura e esquartejamento: o bárbaro Crime da Motosserra

O caso, que abalou o Brasil durante a década de 90, revelou um império do medo nas ruas do Acre

Redação Publicado em 20/02/2020, às 18h19

Imagem meramente ilustrativa de uma motosserra
Imagem meramente ilustrativa de uma motosserra - Wikimedia Commons

Durante a década de 90, um bárbaro episódio conhecido como "O Crime da Motoserra" abalou o Brasil por tamanha a perversidade do autor do crime, o coronel da Polícia Militar e deputado federal cassado Hildebrando Pascoal.

De acordo com o Ministério Público brasileiro, a vítima foi Agílson Santos, conhecido como o Baiano. Ele teria se envolvido com o mandante da morte do irmão de Pascoal, Itamar. Santos não sabia o paradeiro do mandante do assassinato, e foi torturado até a morte.

O filho de Agílson, de apenas 13 anos, também foi alvo da quadrilha de Hildebrando, e foi morto antes do pai por não saber onde ele estava. Baiano teve seus olhos perfurados e suas pernas, braços e pênis decepados com uma motosserra depois de ter sido sistematicamente torturado.

Os restos do cadáver foram jogados sem pudor no meio de uma das mais movimentadas avenidas de Rio Branco, capital do Acre (estado em que o crime ocorreu). Entre as testemunhas do sangrento ato, quatro delas foram executadas com o objetivo de queimar arquivo.

A sanguinolência era uma marca registrada do grupo. Os corpos mutilados, jogados diante de qualquer pessoa, serviam como um aviso muito claro aos inimigos do grupo: esse vai ser o destino de vocês.

Mesmo depois de toda a repercussão do caso, devido a falta de testemunhas, o processo contra Hildebrando emperrou. Em 1998, o PM foi eleito deputado federal no Acre, mas logo teve a cassação de seu mandato: um pedido de prisão foi emitido.

Hildebrando Pascoal / Crédito: Divulgação

 

Pascoal está preso até hoje em regime semiaberto, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica depois de ter descumprido com regras no seu semiaberto anterior.


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