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Os polêmicos documentos de Margaret Thatcher antes da renúncia: 'Completamente farta'

Há 42 anos, aquela que se tornaria a 'Dama de Ferro' conquistava o título de primeira mulher premiê do Reino Unido

Penélope Coelho Publicado em 04/05/2021, às 10h55

Margaret Thatcher, em 2009
Margaret Thatcher, em 2009 - Getty Images

Nascida em 13 de outubro de 1925, em Lincolnshire, Reino Unido, Margaret Hilda Thatcher, foi uma das mais marcantes figuras da política britânica.

Apesar de ter se formado em ciências químicas pela Universidade de Oxford, Margaret sentia desde cedo um chamado que dizia que sua missão seria na política. Entretanto, esse espaço não era ocupado por mulheres.

Mesmo assim, contrariando as estatísticas, a chamada ‘Dama de Ferro’, se tornou a primeira mulher a gerenciar um grande partido inglês, o Partido Conservador, no ano de 1975.

Ela foi além: quatro anos depois, conseguiu convencer o eleitorado e conquistou algo inédito. Em 4 de maio de 1979, Thatcher se tornou a primeira mulher premiê do Reino Unido.

Fotografia de Margaret Thatcher no início da carreira  / Crédito: Getty Images 

 

Modo de governar 

Sabe-se que durante seus mandatos, sua liderança foi marcada por inúmeras polêmicas, não à toa a mulher recebeu o apelido de Dama de Ferro. Para Margaret, sua missão como premiê era reverter a crise econômica do país, mesmo que as decisões não agradassem a todos. 

Para concluir seus planos, a política adotou medidas controversas. A britânica ficou popularmente conhecida pelo corte de gastos públicos, por apoiar a auto-regulamentação do mercado e por privatizar empresas estatais.

Mesmo com a queda em sua popularidade, a inglesa conseguiu se reeleger para três mandatos consecutivos. Entretanto, no último deles, sua visão contrária à criação da União Europeia fragilizou até mesmo o apoio de seu próprio partido.

Em 1990, 11 anos depois de assumir o histórico posto, Thatcher decidiu renunciar ao cargo de premiê e líder do Partido Conservador do Reino Unido.

Anotações polêmicas 

A Dama de Ferro faleceu em 8 de abril de 2013, aos 87 anos, contudo, anos depois de sua morte outra polêmica sobre seu modo de governar surgiu na imprensa, após a divulgação de anotações controversas escritas por ela.

Retrato oficial de Margaret Thatcher como premiê / Crédito: Wikimedia Commons - Fotógrafo desconhecido - Fundação Margaret Thatcher

 

De acordo com uma reportagem publicada em dezembro de 2020, pelo portal de notícias G1, a revelação de documentos governamentais que Thatcher escreveu dias antes de renunciar, trazem evidências de eurocepticismo.

Sabe-se que foi exatamente a questão da Europa que fez com que seu mandato perdesse força, o que posteriormente levou a sua renúncia. As anotação de Margaret realizadas em 1990, demonstram justamente a opinião contrária da ex-premiê.

De acordo com a publicação, a mulher não apoiava os planos para a criação de uma única moeda europeia. A política acreditava que se tratava de um "grande besteira, tomada no calor do momento”. “Não vamos ter uma moeda única”, escreveu a mulher sobre o euro.

Na época, Thatcher também afirmou que estava "completamente farta de que a comunidade europeia tente nos amarrar com regulamentos burocráticos", como revelaram suas anotações.

Além disso, os documentos também revelaram o intuito de inglesa de que a Comissão Europeia se tornasse um serviço público profissional, que não teria poder de mudanças e que deveria servir ao Conselho de Ministros.

"Os dias dos comissários nomeados devem estar contados [...] Devemos dar poder ao Conselho de Ministros. Não estou entregando autoridade a uma burocracia não eleita”, afirmou.

Sabe-se que com tais ideias, seu polêmico posicionamento não obteve apoio necessário para continuar, com isso, sua carreira política chegou ao fim. 


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