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Palco de suicídios e assassinatos: 5 curiosidades sobre o bizarro Hotel Cecil

Lar de serial killers, o estabelecimento de Los Angeles é marcado por tragédias misteriosas ao longo de décadas

Wallacy Ferrari Publicado em 11/02/2021, às 14h54

Fachada do Hotel Cecil
Fachada do Hotel Cecil - Wikimedia Commons

Fundado em 1924, o empresário William Banks Hanner jamais esperaria que seu empreendimento de luxo seria palco de cenários macabros ao longo de décadas. Do contrário, o Hotel Cecil, localizado no centro de Los Angeles e construído na era de ouro de Hollywood, sempre contou com mobílias luxuosas e tratamento VIP — contrastando com os hóspedes.

Durante a Grande Depressão de 1929, o prédio teve de sanar dívidas alugando os espaços como apartamentos de baixo custo, atraindo diversos viciados em drogas e criminosos agressivos que resultaram em uma imagem macabra do quimérico local.

Por isso, o site Aventuras na História separou 5 curiosidades sobre o bizarro Hotel Cecil:

1. Anos iniciais

Os primeiros anos da mudança de conduta administrativa do local resultou em episódios bizarros em suas décadas iniciais; estima-se que, somente durante a década de 1930, 6 suicídios ocorreram no local, todos por ferimentos violentos, como tiros na cabeça, cortes no pescoço e pulos por janelas e pelo terraço.

Um dos casos mais bizarros ocorreu na década seguinte; em 1944, uma hóspede chamada Dorothy Jean Purcell deu à luz repentinamente, sem saber nos meses anteriores que estava grávida. Pensando tratar-se de um feto morto, atirou o bebê no telhado do prédio vizinho. Posteriormente, foi julgada e a perícia constatou que Purcell sofria com transtornos psicológicos.


2. Duplo suicídio?

Em 1962, Pauline Otton, na época com 27 anos de idade, estava hospedada no Hotel Cecil junto ao marido e, após uma intensa briga com o companheiro, saiu correndo em direção a janela e pulou do prédio estando no nono andar. Quem não tinha nada a ver com isso era George Giannini, um idoso de 65 anos que caminhava em frente ao prédio.

Imagem da fachada do Hotel Cecil, em Los Angeles / Crédito: Divulgação

 

A queda abrupta de Pauline teve como alvo o tal pedestre, que faleceu junto com a suicida no momento do impacto. Os corpos ficaram destroçados e a polícia só conseguiu concluir que não era um suicídio duplo pois os sapatos do idoso ainda estavam em seus pés — coisa que não ocorreu com Pauline pelo vento da queda.


3. Crime famoso?

Um dos casos mais brutais da história de Hollywood teve relação com o quimérico estabelecimento; em janeiro de 1947, a atriz Elizabeth Short, conhecida como Dália Negra, foi encontrada morta em um terreno baldio. 

O crime nunca foi solucionado, com 50 nomes de possíveis assassinos descartados pela polícia local. Como consequência, rumores rondam a história.

Um deles indica que em seus últimos momentos antes de desaparecer, a jovem artista foi vista no hotel. Contudo, o Insider relata que esse dado é contestado por muitos. 


4. Casa de serial killer

Dois notáveis maníacos da história dos EUA passaram noites no Hotel Cecil. O primeiro foi Richard Ramirez, o "Perseguidor da Noite", que buscava suas vítimas nas imediações do prédio ou em quarteirões próximos durante a década de 1980. Após a captura, costumava torturar, estuprar e assassinar com crueldade as vítimas.

Richard Ramirez (esq.) e Jack Unterweger (dir.) em seus julgamentos / Crédito: Divulgação

 

Quando Richard foi preso, outro sanguinário 'tomou seu lugar' no estabelecimento; Jack Unterweger, apreciador de Ramirez, se hospedou no hotel e, durante três ocasiões, contratou prostitutas para comparecer ao quarto. No entanto, Jack matou três delas, enforcando as vítimas com os próprios sutiãs.


5. Casos recentes

Em 2013, a comunidade local de Los Angeles se assustou com mais uma morte no prédio, novamente em condições misteriosas; uma jovem de 20 anos chamada Elisa Lam foi encontrada morta dentro da caixa d'água do hotel — que era selada com uma tampa pesada — após hóspedes reclamarem do gosto da água.

A última morte foi em 2015, com o cadáver sendo encontrado por funcionários do local após um suicídio dentro do quarto.

Atualmente, o estabelecimento mudou o nome para Stay on Main para afastar a imagem macabra do estabelecimento — mas trabalha também para acabar com a possível maldição.


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