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Por trás do sucesso: o boato que aterrorizou a vida da atriz Joan Crawfoard

A artista, que teve destaque nas participações de filmes mudos ao cinema falado, teve a carreira assombrada devido a suposta participação em uma misteriosa filmagem

Nicoli Raveli Publicado em 18/04/2020, às 14h00 - Atualizado às 17h30

Atriz Joan Crawford
Atriz Joan Crawford - Divulgação

Joan Crawford, que iniciou sua carreira como bailarina, foi uma das maiores estrelas da Era de Ouro de Hollywood. Não obstante, a artista se destacou como em diversas produções datadas de 1925 a 1977. Em pouco tempo, sua carreira ascendeu de filmes mudos ao cinema falado. Além disso, sua atuação em Almas em Suplício, de 1944, resultou no Oscar de Melhor Atriz.

Todavia, sua vida profissional chamou mais atenção em 1962. A disputa com a atriz Bette Davis, que teve início devido ao ator Franchot Tone, encarou uma crescente rivalidade com o passar do tempo.

Joan Crawford e Clarke Gable em Almas Rebeldes, 1940 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Mesmo assim, elas trabalharam juntas no filme  O Que Terá Acontecido a Baby Jane?, que foi um sucesso de bilheterias. Entretanto, em meio à felicidade, a famosa não esperava que um escândalo estivesse por vir.

O filme Velvet Lips

Crawford lutava para que sua carreira, que estava em declínio, atingisse o patamar desejado após o lançamento do filme de 1962. Entretanto, a artista se viu novamente excluída de diversos papéis devido a sua idade. Não obstante, seu passado veio à tona para assombrá-la em forma de filme, intitulado Velvet Lips. Assim surgiu a filmagem que trazia, supostamente, um dos primeiros trabalhos da atriz.

Hedda Hopper foi quem a informou sobre a notícia. Aparentemente, alguém havia comprado um filme de veado, ou seja, uma fita de sexo em que Joan participava. Mesmo que Hedda fosse sua amiga, não pensou duas vezes antes de espalhar a história.

Dessa maneira, a vida e o trabalho de Hopper sempre foi baseada em arruinar a moral de diversas estrelas de Hollywood. Com Joan, não foi diferente. Diante de um suposto segredo escandaloso, Crawford negou que tivesse algum envolvimento com a filmagem.

Os boatos sobre o início de sua carreira

Embora a fita nunca tenha sido exposta, diversas histórias sobre o passado de Joan foram questionadas. Muitos foram os boatos sobre sua participação em outras fitas sexuais, como é o caso de The Casting Couch. Todavia, esses filmes não tiveram sua existência comprovada, muito menos chegaram ao público.

Se eles realmente eram reais, esperavam que diversas cópias circulassem pelo país. Para isso, as pessoas criaram outro rumor: em 1920, Crawford supostamente havia comprado todas as cópias existentes por meio de Eddie Mannix, fixador da produtora Metro Goldwyn Mayer, local onde a atriz trabalhava. A instituição negou que a mulher das filmagens fosse Joan, o que provocou certo declínio nas falácias que a perseguiram por muitos anos.  

Bette Davis e Joan Crawford / Crédito: Divulgação

 

Mesmo após declaração da produtora, os autores David Breat, Tim Adler e Fred Lawrence não acreditaram na declaração. No livro Joan Crawford: Hollywood Martyr, o escritor Bret afirma que os arquivos da polícia declaravam que mais de 100 mil dólares podem ter sido entregues aos homens desconhecidos.

Por sua vez, Adler afirmou que a produtora havia contratado um gangster para cuidar do assunto. Dessa maneira, o homem foi até os suspeitos e alegou que, caso não entregassem o negativo, os mataria. Até hoje, acredita-se que Hal, irmão de Joan, era um dos chantagistas. 

Os depoimentos

De acordo com o primeiro marido de Joan, Douglas Fairbanks Jr., Crawford estava absolutamente aterrorizada que ele descobrisse sobre um filme que a artista fez quando estava em um momento financeiro desesperado.

O homem acrescentou ao dizer que eles já estavam em um relacionamento amoroso quando ela o contou sobre o assunto. “Ela disse: preciso lhe contar caso isso faça alguma diferença”, concluiu.

Douglas Fairbanks Jr. e Joan Crawford / Crédito: Divulgação 

 

Entretanto, o marido sempre apoiou sua esposa. Mesmo sem saber claramente sobre seu passado, quando alguém ligava em sua residência para chantageá-la sobre os filmes, Fairbanks pegava o telefone e ameaçava quem estivesse do outro lado da linha. 

Mesmo assim, Fairbanks Jr. nunca teve contato com o filme. “Tentei obter o máximo de detalhes possível dela, especialmente sobre o que ela usava ou não usava no filme, e especificamente o que ela fazia no filme, mas só tenho lágrimas".

Entretanto,  Joan concedeu, em uma declaração posterior, uma suposta resposta sobre os rumores. "Eu não tinha cérebro. Eu falhei na escola e na faculdade. Minhas opções de sobrevivência eram poucas". 


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