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Posicionamento de artistas no Instagram causa efeito nas eleições dos EUA

Do que se trata essa comoção da classe artística pelos votos?

Redação Publicado em 28/10/2020, às 08h00 - Atualizado às 13h41

Taylor Swift declara apoio a Joe Biden durante as eleições
Taylor Swift declara apoio a Joe Biden durante as eleições - Divulgação/Instagram

Cada vez mais, as eleições nos EUA estão dividem opiniões. De um lado, Donald Trump, pelo Partido Republicano, que é o atual presidente, e do outro Joe Biden pelo Partido Democrata, que era o vice da chapa do presidente anterior, Barack Obama.

O primeiro está com a mesma chapa que usou quando venceu as eleições em 2016, com Mike Pence como vice. Já o candidato democrata traz como vice a senadora Kamala Harris. Atualmente, quem lidera as intenções de voto nas pesquisas é o candidato Joe Biden. 

Os tópicos de discussão entre os Trump e Biden, envolvem a Suprema Corte, a pandemia de Covid-19, economia, raça e violência nas cidades norte-americanas e por último a integridade da eleição. Todavia, um episódio curioso tem chamado atenção no ano de 2020.

Você já reparou na quantidade de artistas americanos pedindo voluntariamente em suas redes sociais para as pessoas votarem nas eleições? O “apelo” que dominou o Instagram, chegou ao debate presidencial: “VOTEM!”

Não se trata de um mero pedido, é um CAPS LOCK sonoro propagado pelos principais influenciadores digitais da nova geração. O fenômeno uniu nomes que instigam a geração atual como Justin Bieber,Hailey Bieber e Selena Gomez em prol da mesma causa eleitoral.

De Ariana Grande à Lady Gaga, os atores de Friends e até os Vingadores fizeram uma reunião virtual para incentivar os americanos a se posicionarem politicamente nas eleições. Sem efeitos especiais ou a participação do Thanos, o pedido heroico foi simples: VOTEM! 

Nomes como Miley Cyrus, por exemplo, estão definindo as eleições no país como o capítulo mais importante do país e pedem que fãs busquem por mudanças. Cyrus, por exemplo, acredita que o país precisa de alguém "apto para o cargo".

"Eu acho que os jovens estão realmente se esforçando, assumindo o controle e se mobilizando para trabalhar e advogar pelo que acreditam”. explicou a artista em entrevista ao Fitzy & Wippa no mês passado. “Creio que são tempos de desespero, mas as pessoas vão acordar. Não acredito nisso de 'não se preocupe, seja feliz', pois é saudável lutar. Eu sou realista e não vou dizer que tudo vai ficar bem".

Outro nome que está se destacando nas redes sociais ao pedir por votos é a cantora Taylor Swift. A cantora, que foi criticada por não ter se manifestado durante as eleições de 2016, declarou seu apoio ao candidato Biden. Taylor, inclusive, postou uma foto segurando biscoitos que traziam o nome de Biden.

"A mudança que mais precisamos é eleger um presidente que reconhece que as pessoas, merecem se sentir seguras e representadas, que as mulheres merecem o direito de escolher o que acontece com seus corpos, e que a comunidade LGBTQIA+ merece ser reconhecida e incluída", explicou Swift em entrevista à V Magazine.

Mas do que se trata essa comoção da classe artística durante às eleições? Seria essa mais uma novidade de 2020?

Não! Conforme a professora de inglês Carol Diniz nos ensina, o voto nos Estados Unidos é facultativo. Ou seja, as pessoas não são obrigadas a votar. 

Na última eleição, na vitória do presidente Trump em 8 de novembro de 2016,  cerca de 139 milhões de pessoas votaram, embora a população total dos Estados Unidos seja em torno de 329 milhões, conforme o censo da United Census Bureau, Eurostat. 

Em outras palavras, quase 60% da população não participou do processo eleitoral para a escolha do presidente. 

Os efeitos do ativismo artístico já podem ser metrificados: cerca de 60 milhões de pessoas já votaram na atual eleição presidencial. Diferente do que ocorre no Brasil, às eleições americanas não ocorrem em um único dia, mas durante um período, que se encerra no próximo dia 03 de novembro. 

Diferenças 

Outra diferença em relação ao Brasil é a possibilidade de realizar o voto via correio. Anteriormente limitada a legislação de alguns estados, devido à pandemia essa janela foi expandida. E, mesmo com a problemática do Covid, espera-se que a participação da população nas eleições seja maior do que em 2016. 

Os números publicados pelo jornal The Washington Post demonstram o impacto das redes sociais e da influência de figuras públicas no processo eleitoral. 

A professora Carol, que trabalha com o instagram e dá aulas para alguns famosos conhece a responsabilidade dessa exposição e defende o posicionamento dessa nova geração em temas políticos importantes: como ocorreu no movimento Black Lives Matters e atualmente, defendendo o exercício da democracia. 

Embora à primeira vista encante como uma plataforma de imagens bonitas, o instagram tem sido utilizado para discutir conteúdos significativos, como, as eleições, racismo e direitos das mulheres.

Ignorar o impacto dessas discussões virtuais no mundo real é ignorar um impacto numérico expressivo e nos faz pensar sobre até onde vai a influência de um ídolo neste novo contexto em que vivemos. 

Confira abaixo algumas publicações de artistas no Instagram. 

 
 
 
 
 
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Just finished filling out my ballot!

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