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Restaurante de fast-food de rua é encontrado intacto na antiga cidade de Pompeia

Estrutura estava tão bem preservada que é possível saber o que as pessoas comiam na época em que o Vesúvio entrou em erupção

Texto Joana Freitas / Adaptado por Fabio Previdelli Publicado em 28/12/2020, às 09h44

Bancada do fast-food encontrado em Pompeia
Bancada do fast-food encontrado em Pompeia - Divulgação

No ano de 79 d.C., a cidade de Pompeia ficou soterrada após a violenta erupção do Vesúvio. Porém, após ser redescoberta, ela tem sido alvo de constantes escavações e estudos. A mais recente descoberta por lá, a de um termopólio intacto — uma espécie de restaurante de fast-food —, foi anunciada no último sábado, 26, se tornando mais um dos surpreendentes achados feitos na região.  

O restaurante estava intacto, com seus os belos afrescos visíveis, ainda com as suas cores vibrantes perdurando. O termopólio está tão bem conservado que é possível saber o que as pessoas comiam na época em que o Vesúvio entrou em erupção.   

Pinturas presentes no local / Crédito: Divulgação

 

Além do mais, os relevos, as pinturas e as imagens de alimentos presentes na estrutura serão uma importante fonte de estudo sobre a gastronomia da região naquela época. Estudos sugerem que as pinturas seriam representativas das bebidas e comidas que efetivamente se comercializavam no restaurante. 

Fora isso, durante os trabalhos arqueológicos, foi descoberto um balcão de vários lados, com buracos largos típicos inseridos no topo. Ali seriam colocados recipientes fundos onde eram armazenados alimentos quentes. Coisa que, ainda hoje, podemos encontrar paralelos nos restaurantes atuais. 

Detalhes do restaurante / Crédito: Divulgação

 

Além deste balcão foram ainda descobertas nove ânforas e outros objetos cerâmicos, e ainda um esqueleto de um cachorro que estava bastante bem conservado. Sabe-se que esse tipo de restaurante era frequentado por pessoas comuns, já que a elite romana não costumava ir a este tipo de espaço. Desta forma conseguimos compreender melhor o cotidiano destas pessoas.


Joana Freitas é formada em história na vertente de arqueologia pela faculdade de letras da Universidade do Porto e tem por áreas de maior interesse a evolução humana e a pré-história. Fora do campo de formação tem como disciplinas preferidas a antropologia e a paleontologia que no fundo complementam a sua formação de base.

Gosta de conhecer outros lugares, principalmente as suas gentes, ler e escrever. Embora tenha participado em diversas escavações de vários períodos históricos de diversos países, o local arqueológico que mais marcou o seu percurso e onde esteve presente em várias campanhas diferentes foi castanheiro do vento, um recinto pré histórico em Vila Nova de foz Côa, em Portugal.

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