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Traições, alcoolismo e cartas reveladas: A vida íntima de Jackie Kennedy

A primeira dama escondeu diversas angústias em seu casamento com JFK, mas manteve os seus segredos pessoais ainda mais bem guardados

Wallacy Ferrari Publicado em 03/06/2020, às 08h00

Primeira dama Jacqueline e Kennedy, 35° presidente dos Estados Unidos, junto aos filhos
Primeira dama Jacqueline e Kennedy, 35° presidente dos Estados Unidos, junto aos filhos - Pixabay

Durante toda a vida pública, Jacqueline Kennedy fez questão de manter a postura durona e firma em relação a seus anseios; usou o vestido com o sangue do marido em mais de uma ocasião para externar sua indignação, além de ser duramente criticada por casar-se após uma tragédia que comoveu os Estados Unidos.

Porém, no âmbito pessoal, a ex-primeira-dama mostrou-se ambiciosa, inteligente e cética em relação ao seu relacionamento com o líder e até posteriormente com a revelação de dezenas de cartas manuscritas trocadas com seu maior confidente, o padre irlandês Joseph Leonard. Com textos datados entre 1950 e 1964, as confissões eram feitas até o falecimento do padre, que era visto como um pai para a jovem.

As cartas inéditas foram leiloadas em 2014 e, em seguida, publicadas junto com as cartas trocadas com o também padre Richard McSorley, em 2017, na biografia “Jacqueline Bouvier Kennedy Onassis: A História Nunca Contada”. Repleto de revelações, Jackie conta sobre a desconfiança do marido e discute sua fé após o assassinato de JFK.

Jackie e John F. Kennedy juntos em caminhada / Crédito: Getty Images

 

Traições mútuas

Em carta ao padre irlandês, a fama de mulherengo do companheiro já amedrontava a moça no início do relacionamento, chegando a ser comparado com seu pai: “Depois de casado precisa demonstrar que ainda é atraente, de modo que flerta com outras mulheres e está ressentido com sua mulher. Vi como isso quase acabou com a minha mãe”.

Uma das principais especulações da vida privada de seu marido era o relacionamento com Marilyn Monroe, que também é citada em uma das cartas com certa desconfiança, mas chegou a fazer um passeio agradável com a loira. Em desabafo com padre Richard, afirmou que sempre recebeu as informações de traições, mas fingia saber pouco para evitar maior desconforto e interferência da mídia.

Os relacionamentos extraconjugais da morena também são levantados com dois possíveis nomes, citados em cartas como pessoas próximas e do conforto de Jackie. William Holden, ator e ganhador do Oscar de melhor ator em 1953, era descrito como carinhoso, mas sem citar qualquer abertura íntima. Já Roswell Gilpatrick, o então número dois do departamento de Defesa dos EUA, era conhecido por sua atuação dentro da Casa Branca, sendo um companheiro da primeira-dama por diversas tardes com a ausência do marido.

Desfile presidencial em Dallas, Kennedy e a mulher no banco de trás da limusine / Crédito: Divulgação 

 

Após o assassinato

A execução de John F. Kennedy ao seu lado foi constantemente coberta pela imprensa com muita ênfase na companheira, possibilitando pouquíssimos momentos de privacidade após o episódio. Em carta, ela revelou a solidão e incômodo com a situação para o padre Leonard: “Eu preferiria ter perdido a minha própria vida do que perder Jack”.

Na mesma carta, a jovem afirma estar “ressentida com deus” com a perda e a crueldade que havia sido tratada com os episódios após o falecimento, pedindo uma resposta divina: “Terá que me dar umas quantas explicações se alguma vez o encontrar”. Em carta ao padre Richard, semanas depois, Jackie já manifesta o desinteresse em continuar viva.

Com refúgio no álcool, relata as grandes quantidades de vodka que consumia e que era difícil manter um equilíbrio com a imagem positiva que recordava do marido em meio a tantas acusações de infidelidade e problemas políticos.

Em uma carta, chega a perguntar a Richard se “Deus lhe afastaria do marido” caso se matasse. O padre, por sua vez, responde afirmando que a morte não era justa para uma garota tão vívida e com filhos tão jovens. Foi suficiente para Jackie se reerguer e prosseguir sua vida até os 64 anos, quando faleceu em 1994.


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