Egito Hoje é o 2º maior país da África

Egípcios atuais herdaram dos antigos o prazer de fazer filhos. A população explodiu e a capital virou um inferno

01/06/2007 00h00 Publicado em 01/06/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

Hoje o país se chama República Árabe do Egito. É o segundo mais populoso da África, com 80 milhões de habitantes. Alexandria ainda é uma cidade importante, mas a capital é Cairo – sua região metropolitana tem 16 milhões de habitantes, um trânsito infernal e problemas de infra-estrutura. A religião oficial é o islamismo. Segundo dados do governo, 90% dos egípcios são muçulmanos sunitas, menos de 1% são muçulmanos xiitas e 8% são cristãos.

Em 7 de setembro de 2005 foi rea-lizada a primeira eleição presidencial da história do país, na qual concorreram dez candidatos. Hosni Mubarak venceu com 88,6% dos votos. Os opositores reclamaram de fraudes descaradas. Mubarak está no governo desde 1981. As próximas eleições presidenciais estão marcadas para 2011.

Em seu contorno atual, o Egito faz fronteira com a Líbia a oeste, o Sudão a sul e Israel a nordeste. O país controla o estratégico canal do Suez, que liga o Mediterrâneo ao mar Vermelho. A economia é baseada nas reservas de ferro, petróleo e gás natural. A agricultura (cana-de-açúcar, trigo, milho, tomate, laranja e algodão) ocupa 40% da população e gera 20% do Produto Interno Bruto (PIB), de 200 bilhões de dólares.

Ao sangue dos egípcios antigos misturou-se o de árabes, gregos, romanos e turcos. Dos ancestrais, herdaram o prazer de pôr crianças no mundo. Por causa da alta taxa de natalidade, são obrigados a importar produtos dos Estados Unidos, Itália, Reino Unido e Alemanha. A expectativa de vida saltou para 68,8 anos (homens) e 73,9 anos (mulheres).

 

Eles nos deixaram uma rica herança

Além das grandiosas obras de engenharia e arquitetura, os antigos egípcios criaram o calendário, a pasta de dentes, a operação no cérebro e até palavras que usamos no Brasil

Apesar de todo o mistério que cerca grande parte dos feitos dos antigos egípcios, algumas realizações, descobertas e hábitos daquele povo estão hoje entre nós. Um dos mais manjados é o calendário. Eles já dividiam o dia em 24 horas e o ano em 365 dias e em 12 meses. As pirâmides foram incorporadas ao esoterismo e à arquitetura contemporânea. Estão presentes na entrada do Museu do Louvre, em Paris, e no hotel Luxor, em Las Vegas. O obelisco, que eles consideravam um raio de sol petrificado, enfeita praças de várias metrópoles do mundo – Buenos Aires, Washington, Paris (um autêntico obelisco do Egito antigo) e até São Paulo. Também eram feras em matemática, geometria, cosmetologia, perfumaria, farmacologia e medicina Já usavam pasta e escova de dentes. Teriam sido os primeiros a descobrir as propriedades dos triângulos. Conheciam o corpo humano como ninguém. Criaram técnicas e aparelhos cirúrgicos – faziam até operações no cérebro. Desenvolveram comprimidos, anticoncepcionais, testes de gravidez, supositórios, pomadas, gargarejos e banhos terapêuticos. Cometeram alguns erros, como achar que as mulheres podiam engravidar por via oral. Graças à religião, desenvolveram o conceito de conduta ética para garantir o direito a uma boa vida no além. A morte e ressurreição do deus Osíris lembra os relatos da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Sacerdotes egípcios praticavam a circuncisão e dedicavam alguns dias do ano ao jejum, elementos presentes no judaísmo e no islamismo. Palavras como alquimia, saco, química, papel e girafa têm origens na língua egípcia. A expressão “arranca-rabo” vem de Portugal, mas é baseada em um hábito egípcio. Eles cortavam o rabo do cavalo dos inimigos como troféu em caso de vitória. O papiro, lâmina porosa feita com a planta de mesmo nome, foi o precursor do papel que você tem nas mãos neste momento.