O farol de Alexandria

A última das Sete Maravilhas do mundo antigo a ser erguida tinha a missão de reduzir os naufrágios no Mediterrâneo. Sua luz chegava a 50 km de distância

Texto Maria Carolina Cristianini Publicado em 01/06/2007, às 00h00 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
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Até 280 a.C., chegar a Alexandria pelo mar era uma aventura. Os rochedos ao longo da costa eram mortais. Os riscos só diminuíram quando o rei Ptolomeu II inaugurou o Farol de Alexandria. Projetado pelo arquiteto e engenheiro grego Sostratus de Cnidus, o farol sinalizava a entrada e os perigos do porto da cidade, na ilha de Faros. O fogo que iluminava seu topo podia ser visto a cerca de 50 quilômetros de distância.

A obra, considerada um marco da engenharia, é provavelmente a primeira do gênero. A palavra “farol” tem origem no nome da ilha em que ficava. No século 14, um terremoto destruiu a estrutura, que tinha entre 117 e 134 metros de altura. Além das Pirâmides de Gizé, é a única das Sete Maravilhas que deixou vestígios arqueológicos.

 

Luz para as embarcações

A construção levou cerca de 20 anos para ficar pronta

Espelho de bronze

A última parte da construção, em formato cilíndrico, abrigava a tocha e era divida em duas: uma onde os homens trabalhavam para manter o fogo e outra por onde a luz passava. Acredita-se que perto da fornalha existisse uma placa de bronze que, bem polida, simulava um espelho e ajudava a refletir a luz das chamas durante a noite.

Formas diferentes

O arquiteto Sostratus concebeu o prédio em formatos diferentes. Na parte mais baixa, havia uma base quadrada. Depois, vinham três torres. A primeira era retangular; a do meio, octogonal; a última era cilíndrica.

Granito e mármore

O farol era provavelmente feito de um tipo de granito de cor clara, revestido de mármore e calcário. Os blocos foram unidos com chumbo derretido e com um tipo de cimento feito à base de resina e calcário.

Agito no térreo

Ao redor da base ficavam a administração, locais para guardar o combustível para o fogo, estábulos dos cerca de 300 animais (como bois) que carregavam o combustível, dormitórios e refeitórios dos trabalhadores e soldados que faziam a proteção do local.

Tataravô do elevador

Os animais subiam até o começo da parte octogonal. De lá, o combustível subia por um sistema de roldanas ao local da fornalha. Nas primeiras torres, janelas ajudavam na circulação de ar, para que o fogo queimasse com mais facilidade.

Combustível flex

O combustível era provavelmente madeira, mas há também a possibilidade de que fossem usados esterco animal seco ou óleo.

Mais de cem no batente

É provável que, entre administradores, soldados e operários que mantinham o farol em atividade, mais de cem pessoas trabalhassem em sistema de turnos. Elas eram contratadas pelo governo de maneira obrigatória – mas recebiam salários.