Festa em Roma: os banquetes e as orgias

Banquete costumava acabar em orgia

segunda 23 outubro, 2017
Aventuras na História
Aventuras na História Foto:Arquivo Aventuras

Quanto maior o império, maiores as festas que a nobreza e os aristocratas ofereciam. O que dizer sobre o Império Romano, um dos maiores de todos os tempos? Tamanho era o gosto deles por jantares luxuosos e festas, que costumavam evoluir para orgias, que alguns políticos resolveram a baixar leis para moderar a farra. Uma delas, a Antia Lex, do século 1, limitava os gastos com essas comemorações e instituía que os magistrados só poderiam jantar fora se fosse na casa de determinadas pessoas. Claro, ninguém obedeceu. Acabou sobrando para o autor, Antius Resto. Segundo o filósofo Macrobius, como todos continuavam com suas orgias, para não contrariar a própria lei ele nunca mais foi visto jantando fora.

Outro bom exemplo da paixão romana pelos banquetes é personificado por Marcus Gavius Apicius. Amante da boa vida, gastava verdadeiras fortunas em seus jantares. Entre suas extravagâncias, adorava língua de flamingo e nunca servia couve – chegou a dizer ao filho do imperador Tibério que era “comida de pobre”.

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RSVP

A melhor forma de demonstrar poder era oferecer jantares

Vai rolar a festa

Um aristocrata podia medir seu prestígio com o número de jantares e festas ao qual era convidado. Ser convidado para os jantares certos, como os organizados pelo general Lucius Lucullus (110-56 a.C.), também era uma honra. Melhor que isso, só mesmo oferecer o jantar.

Traje a rigor

Vestir a toga era um privilégio masculino que escravos ou mulheres não usufruíam. Elas vestiam a stola, vestido de linho recoberto com a palla, um manto. Outras maneiras de elas ostentarem: penteados inusitados e jóias, muitas jóias.

Paladar exótico

Um bom festim chegava a ter sete pratos. Na abertura, peixes, ostras marinadas e pratos exóticos, como línguas de passarinho (uma porção tinha cerca de mil). O prato principal era uma carne. E as sobremesas eram frutas ou tortas feitas à base de geléia e mel.

Sem indigestão

O mais marcante no salão eram os tricliniuns, leitos com encosto para comer e beber – só pobres e escravos comiam sentados. Quem queria realmente esbanjar utilizava pratos de porcelana vindos da China.

Dança erótica

Além da lira, a música era tocada com chitara e tambores vindos do Egito ou castanholas da Espanha. Com ela, a orgia também começava. O cordax, por exemplo, era uma dança grega, altamente erótica, que despertava as paixões.

Prato principal: escravos Quanto mais escravos, melhor. Eles serviam para trocar os potes de água quente para os convidados limparem as mãos, espantar moscas ou como objeto sexual. Luxo era designar que alguns com uma tocha levassem os convidados para casa.

 

Cardapius tipicus

Iguaris exóticas constavam do menu de uma típica festa romana

Entradas

• Mariscos e ovos

• Mamas de porco recheadas com ouriços-do-mar salgados

• Pasta de miolos com leite e ovos

• Cogumelos cozidos com molho de peixe gordo apimentado

Pratos principais

• Gamo selvagem assado com molho de cebola, arruda, tâmara de Jericó, uva passa, azeite e mel

• Outras cozidas com molho doce

• Flamingo cozido com tâmaras

Sobremesas

• Fricassê de rosas em pastel

• Tâmaras secas recheadas com nozes e pinhões, cozidas em mel

• Bolos quentes africanos de vinho doce com mel • Frutas

 

Fabiano Onça | 01/08/2007 00h00


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