As últimas de janeiro

As últimas de janeiro

Tiago Cordeiro Publicado em 16/06/2009, às 07h04 - Atualizado em 23/10/2017, às 16h36

Aventuras na História
Aventuras na História - Arquivo Aventuras

PROJETO DE MASSACRE
Holocausto teria sido planejado antes do que se pensava

A reforma de um apartamento em Berlim revelou um novo detalhe sobre o passado dos nazistas. No local foram encontradas 28 páginas de um projeto de ampliação do campo de concentração de Auschwitz. Os desenhos incluem as plantas de um ambiente de 11,66 por 11,20 metros, marcado como "câmara de gás". O campo polonês foi inaugurado em maio de 1940, mas o extermínio em massa só se tornou política oficial em janeiro de 1942. Os documentos, datados de outubro de 1941, sugerem que o holocausto foi idealizado meses antes do que se pensava.

MORTE POR ENVENAMENTO
Em 1898, o imperador chinês Guangxu tentou democratizar a China. Depois de 100 dias, o esforço fracassou, e ele foi isolado na Cidade Proibida. Sua morte, em 1908, é um dos grandes mistérios da história recente do país. Agora, análises feitas no corpo do rei indicam que ele foi envenenado com uma dose de arsênico três vezes maior do que a fatal.ROMA AO ALCANCE DO MOUSE
Programa permite "passear" pela cidade antiga

Normalmente, o motivo que leva 400 milhões de pessoas a navegar pelo Google Earth é ver a Terra de cima, a partir de imagens de satélite. Mas agora o programa também permite voltar ao passado. Uma nova ferramenta permite ao internauta viajar entre reconstituições computadorizadas de mais de 6 700 edifícios de Roma, por volta do ano 320 da nossa era. Clicando em http://earth.google.com/rome/, é possível entrar no Coliseu, andar ao lado dos gladiadores ou voar
sob o Arco de Constantino.

PASSADO ALUCINADO
Duas descobertas recentes sugerem que o uso de drogas nas Américas muito antigo. No Chile, uma pesquisa com 32 corpos de mais de mil nos, encontrados no deserto do Atacama, identificou grandes quantidades de uma planta alucinógena que, na época, só podia ser adquirida a 500 quilômetros dali. O outro achado aconteceu na ilha caribenha de Carriacou, onde arqueólogos desenterraram cachimbos de 400 a.C., usados para inalar substâncias nativas de 720 quilômetros ao sul.

AS ORIGENS DOS TABLÓIDES
Sabe quando os ingleses começaram a se preocupar com os detalhes íntimos das celebridades? A partir de 1700. Antes de os tablóides existirem, foi nos obituários que os leitores satisfizeram a curiosidade. Essa é a tese de Elizabeth Barry, especialista em literatura da Universidade de Warwick. Em artigo publicado no International Journal of
Cultural Studies, ela explica que, no século 18, os obituários começaram a expor detalhes pitorescos a respeito dos mortos, e com isso se tornaram a seção mais lida dos jornais.

REALEZA REDESCOBERTA
Pirâmide deve revelar detalhes sobre rainha egípcia

Os historiadores conhecem pouco a soberana Sesheshet. Sabem apenas que viveu há 4300 anos e foi mãe do faraó Teti (2323-2291 a.C.). E um antigo papiro informa também que ela sofria com a queda de cabelos. Essa situação deve mudar a partir da descoberta de uma estrutura de 20 metros de largura por 5 de altura, que estava escondida sob 7 metros de areia. O pesquisador Zahi Hawass, que liderou a busca, tem certeza de que a pirâmide, a 118ª já encontrada no Egito, abriga o corpo de Sesheshet. Quando ele chegar à câmara do edifício, novos detalhes sobre a rainha deverão surgir.

VOCÊ VIU UMA BOMBA?
Em 1968, a Aeronáutica americana cometeu a façanha de perder uma bomba nuclear. A história aconteceu na base de Thule, na Groenlândia. Uma aeronave B-52 carregava quatro artefatos radioativos quando a arte frontal pegou fogo e o aparelho se chocou contra o gelo. Três artefatos foram recuperados, mas um não. Quatro décadas depois, seus fragmentos continuam por lá. Durante esse tempo todo, o Pentágono sustentou que todo o material era mantido em um local seguro.

HERÓI SECRETO
Soldado escondeu que lutou na Primeira Guerra

A Inglaterra está entregando medalhas póstumas para soldados da Primeira Guerra. A última dessas homenagens foi feita a um homem que escondeu ter participado do conflito. Em 1917, Alfred Gibbins lutou na batalha de Passchendaele. Saiu de lá precisando de bengalas para andar. Quando se casou, disse que tinha um problema de infância na perna e manteve a versão até morrer, em 1958. O passado foi revelado graças a uma pesquisa de seu filho Peter. "Ele deve ter visto coisas terríveis, que não queria compartilhar”, afirma.